Ney dos Santos Mello Junior

Ney dos Santos Mello Junior

My Way to Pacific       VW Brasília 1978 - www.neyjunior52.wix.com/rap

Feriado 22 Agosto - Lavei a Velhoster

 

 

MY WAY TO PACIFIC !!! VW BRASILIA 1978 !

 

WEB SITE: www.neyjunior52.wix.com/rap 

Viagem que eu considero como um retiro espiritual!

O fato de estar sozinho, me fez enchergar melhor a presença de Deus ao meu lado e o quanto ele me ama, me acompanhando e me protegendo a cada minuto.

Nada deu errado... tudo teve um propósito.

Vivi anos da minha vida em um único mês.

Agradeço a Deus por tudo.

Agradeço a todos que torceram por mim e me ajudaram.

Sobre a Brasilia.... nem preciso falar nada..... o carro e espetacular e vai fazer muita gente mudar seus conceitos! kkkkkk

 

Um forte abraço a todos.

 

18/08/2012 - Chegada !!!

 Último trecho de viagem. Campo Mourão a Araraquara 620 Km......

 E não é que a Brasilia aguentou !

 Inacreditável !

 Por muitas vezes até eu duvidei que ela ia aguentar.... condições terríveis das estradas.

 Estrada tranquila no Brasil, 7 horas de viagem e finalmente cheguei em casa!

Huhuhuhuhuhuhuuuuuuuuuuuu

Muita comemoração!

 

 

Saída de Campo Mourão, para o último trecho da viagem de 620 Km.

 

Trecho de estrada entre Campo Mourão e Araraquara Brasil, tudo tem um preço .... R$ 12,90 de pedágio ! Um absurdo de caro. 

 

Olha eu aqui outra vez !!!!! kkkkkkkk

Cheguei ! Para vocês que estavam com saudades ! kkkkkkk

 

Tirando as coisas do carro em frente de casa, com a minha calça do Peru.

 

Trigésimo Primeiro Dia - ARARAQUARA !!!!!!!!!!!!!!!

 

 Fala pessoal ! Amanhã se Deus quiser estarei ai por volta das 19hs !

 Grande Abraço

Trigésimo Dia - 17/08/2012 / Foz do Iguaçu a Campo Mourão

 

 

Reta final ! Nem acredito !

Levantei, tomei café e fui direto a Cidade Del Leste no Paraguay, mas a cidade não tem muitas coisas além das compras e muita prostituição. Não comprei quase nada, porque a policia federal esta fazendo pente fino na froteira devido a greve.

Por isso em 3 horas já tinha visto tudo e já estava voltando para o hotel para buscar a Velhoster e seguir rumo as cataratas.

Chegando as cataratas, havia um protesto logo na entrada, bloquenado a passagem dos carros, dai fui obrigado a deixar o carro na pista de acesso as cataratas e seguir a pé.

Fiquei muito preocupado de deixar o carro no acostamento com a bicicleta no teto... mas era a única maneira, porque logo após as cataratas queria seguir direto rumo a Araraquara.

Mas tambémm deu tudo certo... visitei as famosas cataratas de Iguaçu e fiz o passeio de lancha até as quedas. Apesar do preço bem salgado..... foi muito legal, passeio radical subindo e descendo as corredeiras de rio Iguaçu.

As cataratas são consideradas, como uma das 7 maravilhas do mundo e tem 275 cachoeiras.

Feito a visita.... sai em busca da Velhoster com rumo a Araraquara... huhuhuh

Mas a distância ainda é grande 930 kilometros... dirigi por 4 horas... mas o cansaço pesou e eu fui obrigado a dividir a viagem em duas partes, parando em Campo Mourão continuando a viagem amanhã.

Agora estou indo dormir.... mas amanhã se Deus quiser por volta das 7 da noite já estarei em Araraquara tomando uma cervejinha com os amigos.

Grande abraço a todos

 

Fronteira entre Brasil e Paraguay, dessa vez achei melhor largar a Velhoster no estacionamento do hotel e atravessar a ponte da amizade em uma van, já que a Polícia Federal estava em greve e para avacalhar com a entrada no Brasil, estavam fazendo uma vasculha minuciosa.

 

Cidade Del Este, Paraguay . Nada além de compras e muita prostituição.

 

Ponte da Amizade.

 

Protesto em frente a entrada das cataratas de Foz do Iguaçu, tive que deixar o carro na estrada e seguir a pé até as Cataratas.

 

Passeio de bote até as cataratas no parque nacional em Foz do Iguaçu. 

Você tem que pegar esse veículo passando por uma trilha na floresta até chegar em outra trilha que deve ser feita a pé para chegar ao bote.

 

Subida de bote pela corredeiras até chegar nas cataratas do Iguaçu.

Passeio com preco bem salgado.

Motor do bote que sobe as corredeiras..... 2 motores Mercury de 225 HPs ...... kkkkkk  Cara ! E muuuita coisa !

 

 

Com o barulhinho da agua da vontade de ir ao banheiro..... muita agua!

 

Vigésimo Nono Dia - 16/08/2012 / Corrientes a Foz do Iguaçu

 

Acordei empolgado !

Chegar de novo no Brasil é muuuito bom!

A sensação de estar em sua casa com pessoas falando sua língua!

Acho que nem precisei de despertador...5 da manhã já estava no estacionamento me preparando para sair.

Segui viagem de baixo de muita chuva, cruzando a província de Missiones com seus políciais polêmicos... mas muita sorte a chuva estava forte e eu segui direto sem parar, porque a chuva estava me ajudando a passar ileso....

Por um momento eu gelei.... olhei no retrovisor uma viatura me seguindo... mas apenas estava ali por coincidencia e logo virou em uma das esquinas de uma cidade que eu estava passando.

Durante a vigem de baixo de chuva, vi 3 motoqueiros brasileiros com placas de Florianópolis passando por mim.... mas logo que me passaram, ao entrar em um posto de gasolina, 2 dos 3 motoqueiros cairam ao mesmo tempo... tentei parar para ajudar, mas como estava na pista com caminhões atras de mim, fui obrigado a seguir... mas pelo retrovisor observei que eles estavam bem... apenas um susto.

Depois de escapar de todos os comandos policiais, que foi incrível !... Cheguei a imigração da Argentina e do Brasil.

Nossa nem acreditava e foi muito fácil entrar no Brasil por causa do Mercosul... foi só mostrar o RG e pronto já estava do lado Brasileiro.

Que sensão ótima de chegar no Brasil... como o Brasil é bom !

Cheguei na cidade, abasteci o carro e parei para a troca de óleo novamente, na fila da troca do óleo recebi uma dica de passeio ótima.. a Usina de Itaipu que fechava as 16 hs.

Por isso sai da fila, fui direto a Usina porque já eram 15 hs e deixei a troca para depois.

O passeio da Usina foi um dos melhores de toda a viagem ! Comprei o circuito especial... que da direito de conhecer todo o interior da usina e centrais de comando.

Eu sabia que a Usina de Itaipu era grande..... mas não tao grande.... e gigantesca ! Chegando no seu ponto máximo a 190 metros de altura.

Feita pelo Paraguai e Brasil em partes iguais... gera 19% de energia de todo o Brasil.

Para cada 2 turbinas passa a quantidade de uma catarata do iguaçu por segundo !

Feito o passeio, peguei o carro e fui trocar o óleo e achar um hotel.

Parei em uma rua para procurar no GPS as acomodações, mas logo que encostei o carro, um motoqueiro parou do lado perguntando se eu precisava de hotel... ele trabalha para vários hotéis na cidade e me indicou um ótimo hotel no centro com bom preço.

Me acomodei no hotel e sai para comer.

Voltei e fui dormir, a internet não funcionava..... além disso já faz vários dias que ando sem internet.

 

Abraco a todos.

 

 

Chuva abençoada ! Nenhum policial argentino na pista até o Brasil.

 

Usina Hidrelétrica de Itaipu, um obra de engenharia impressionante !

São esses dutos gigantescos na cor branca que alimentam cada uma das 22 turbinas da usina com água para a geração de energia. E a cada 2 desses dutos passa as cataratas do iguaçu inteira por segundo! E a usina inteira treme com a força gerada pela água.

 

Sala de comando da Usina de Itaipu, no painel é possível ver a divisão de geração de cargas do Paraguay e do Brasil e ver quantas turbinas estavam funcionando naquele momento.

Como a usina pertence metade do Paraguay e metade do Brasil... tudo é dividido pela metade na empresa, metade dos funcionários é paraguaios e metade brasileiros.... na sala de controle a mesma coisa. Um cuida da parte paraguaia e outro da parte brasileira.

 

Eixo de uma das 22 turbinas da Usina de Itaipu. A menor parte da turbina.

 

Usina de Itaipu, um monstro da obra de engenharia! Reparem no prédio de quase 10 andares como fica pequeno. A usina chega 190 metros de altura no seu ponto mais alto com uma parede de 20 metros de espessura de concreto em sua base.

 

Vigésimo Oitavo Dia - 15/08/2012 / San Salvador de Jujuy - Corrientes

 

Hoje o dia foi apenas dirigir em direção a Corrientes, viagem longa que me obrigou a seguir logo cedo desde da parte da manhã logo após o café.

Pista começou bem, a Velhoster foi como um foguetinho de São João pelas pista duplas Argentinas até chegar na Carretera 16.... a pista era tão simples que eu a cabei passando por ela, mas que desta vez, pelo rastreador eu fui logo avisado e acabei passando só 16 km do ponto de entrada.

A estrada 16 que corta o norte da Argentina até Corrientes estava em péssimas condições, mas tive muita sorte, porque de milhares de buracos e ondulações na pista... pelo menos 6 buracos que eu escapei eram de acabar com a viagem.

No final, até chegar em Corrientes, muita chuva mas que acabou me ajudando, porque a polícia Argentina não estava trabalhando... kkkk e eu já estava com o carro todo irregular por causa das estradas... pneus traseiros carecas, setas não funcionam, farol esquerdo com lampada queimada, sensor das luzes de freio queimados, farol de milha sem funcionar e buzina falhando... kkkkk

Fui parado só uma vez no comando policial, mas que foi apenas para me avisar que a bicicleta estava balançando muito no bagageiro e ficaram felizes de ver uma Brasília vindo do Brasil.

Mas deu tudo certo... escapei de todos os policiamentos.

Cheguei a Corrientes, cidade muito estruturada e com vários cassinos.

Peguei um hotel bem no centro com estacionamento, comi, fui ao banco e depois fui dormir estava quebrado de cansanso.

Amanhã será o trecho final para chegar no Brasi passando pela província de Missiones na Argentina... uma província com muitas histórias de policiais corruptos e problemáticos.... será difícil passar por eles... como diz meu amigo Antonio Donato, vou ter que ser o cara do Matrix escapando das balas kkkkk.

 

Abração

 

Estrada com muito animais na pista. San Salvador de Jujuy até Corrientes no norte da Argentina.

 

Estrada 16 da Argentina que liga San Salvador de Jujuy a Corrientes... muitos trechos da estrada estavam em péssimas condições, com muitos buracos e ondulações.

 

Final do dia, tempo mudou completamente.... o que me ajudou muito, pois a província de Missiones na Argentina, que costuma ter os policiais com fama de mais corruptos contra brasileiros, com o tempo chuvoso eles não estavam na estrada trabalhando. E eu estava com o carro com muitas coisas irregulares a principal delas Pneus traseiros carecas.

 

Vigésimo Sétimo Dia - 14/08/2012 / Calama a San Pedro de Atacama (Chile) e San Salvador de Jujuy (Argentina)

 

 

Atrasado na volta para Araraquara, levantei bem cedo para seguir a San Pedro de Atacama, porque a minha idéia era visitar os Geisers e o Vale de La Luna antes de seguir para a Argentina, mesmo assim a meta para o dia, seria complicada.

O tempo muito corrido e ainda com as condições da pista e a imigração do Chile e Argentina, iriam atrapalhar o andamento da viagem.

Depois de algumas horas, por uma estrada belíssima cheguei o Vale de La Luna que estava fechado, por isso só pude apreciar pelo lado de fora que também é muito bonito.

Seguindo a San Pedro, fui direto para a estrada que liga aos Geisers..... mas desisti no primeiro instante.... 90 Km em pista de terra para chegar aos Geisers ! 180 Km no total em pista de terra lotado de pedras.... puts... não dava.... mais de 4 horas de viagem... teria que ficar um dia inteiro em San Pedro, até porque o Geisers só é possível ver entre as 6 até as 8 da manhã.... teria que madrugar na pista de terra.

Por estar atrasado na minha viagem e com esses grandes obstáculos, achei melhor seguir viagem e tetar chegar a San Salvador de Jujuy na Argentina.

Na imigração para carimbar a minha saída da Argentina, conheci um caminhoneiro brasileiro que conhecia bem a estrada e me deu varias dicas.

Uma das dicas era sobre a subida absurda entre Chile e a Argentina, passando ao lado do Vulcão Lincanbur e a Laguna Verde.

Meu..... a subida foi absurda mesmo! De mais ou menos 2500 metros de altitude até 4900 metros de altitude ! Segunda marcha com o pé no fundo do acelerador para manter uma rotação alta durante 1 hora.... e a Brasília não ferveu kkkkk

Quem passou mal fui eu, acho que somou cansaso, má alimentação e altitude, quase fui obrigado a encostar no acostamento para dar uma relaxada.... a vertigem e a falta de ar, foram grande e ainda fui obrigado a abastecer o carro com o galao, dessa vez estava com ele cheio gasolina, o que foi muita sorte, porque não tinha posto de gasolina no caminho.

Bom, a paisagem fez tudo isso valer muito a pena.... inacreditável a visão fantástica do lugar. Apesar de muito frio e vento.

Fiz a imigração para o lado Argentino e segui viagem com um pouco de receio em relação a algum tipo de preconceito com Brasileiros... mas fui muito bem tratado na Argentina os Argentinos são bem receptivos.

O lado Argentino também é muito bonito, com salares, montanhas e lagoas coloridas. Estrada fantástica!

Algumas horas de viagem e cheguei a San Salvador de Jujuy, GPS me poupou muito tempo, fui direto ao centro na região de hotéis.

Me acomodei em um hotel bem no centro, onde eu pude comer e sacar dinheiro.

Abraço a todos.

 

Passando pelo Vale de La Luna em San Pedro de Atacama.

 

 

Trecho da estrada em direcao a Argentina, subida absurda passando pelo vulcao Linkanbur.

 

Trechos da estrada... uma das estradas mais bonitas ate agora. Vulcao Linkambur e a Laguna Verde ao lado.

 

4900 metros de altitude, deserto de Atacama..... estava muito mal, falta de ar e muita vertigem.

Parei para abastecer o carro com o galao, temperatura abaixo de 0 grau.

 

Outro deserto de sal do lado argentino, provincia de Jujuy.

 

Provincia de Jujuy na Argentina.... lugar muito bonito com paisagens bem diferentes, inicio da descida dos Andes.

 

Trecho da estrada entre Chile e Argentina, essa foto ja do lado da Argentina, provincia de Jujuy.

 

Vigésimo Sexto Dia - 13/08/2012 / Iquique - Calama

 

Hoje eu dormi gostoso !.... acordei quase 9 horas da manhã.

Tomei ótimo café da manha com Aline e Rodrigo e seguimos a um leve city tour pela cidade de Iquique, aproveitei para trocar moeda e sacar dinheiro.

Passamos pelo porto de Iquique, onde se concentra todos os dias vários leões marinhos, que ficam ali fazendo parte do cenário.

Foi muito engraçado, porque eu queria chegar perto dos leões marinhos e um cachorro que estava ali também queria.... mas o cachorro estava com medo e me vendo chegar perto tomou coragem, eu ia de uma lado e ele do outro, até o leão marinho dar um arroto forte e assustador..... kkkkk eu e o cachorro desistimos na hora....

Depois seguimos a um navio muito importante que fez parte da guerra entre Peruanos e Chilenos, ele foi afundado por um navio peruano e os chilenos fizeram uma réplica do navio, que hoje é um ponto turistico da cidade.

O navio chileno era um navio mercante de madeira que foi adaptado para a guerra, e o navio peruano como era de ferro, atravesou o navio chileno o afundando.

Seguimos ao centro da cidade, onde eu fui a casa de cambio e aproveitei para bater algumas fotos do centro histórico de Iquique e logo em seguida fomos ao Dofri, shopping da zona franca.

Comprei algumas coisas e comi.... já estava na hora de cair na estrada de novo rumo a San Pedro de Atacama. Voltamos ao apartamento arrumei minhas coisas e a Brasília, batemos algumas fotos juntos a ela e me despedi.

Fiquei muito feliz de ter encontrado esse casal super simpático aqui em Iquique, valeu muito a pena, nunca imaginei que um dia eu ia vir a Iquique no Pacífico a bordo de uma Brasíla 1978. Tinha escutado as histórias da Aline, que tinha se casado com um chileno e tinha ido morar no norte do Chile... em uma cidade chamada Iquique kkkkkk e depois de um tempo aqui estou eu.... naquela cidade que ninguém nem sabia direito o nome, no norte do Chile. O famoso lugar “onde judas perdeu as botas”. Kkkkk

Segui viagem a San Pedro de Atacama com base no meu GPS.... como eu não tinha configurado ele direito, logo estava em uma estrada de terra no meio do nada em Iquique kkkkk puts....

Coloquei a opção trecho mais curto kkkk mas nem sempre o mais curto é o mais rápido... perdi um tempo até sair de Iquique... mas no final deu tudo certo, abasteci, enchi os pneus e segui viagem.

Estrada estava boa no começo, mas logo a pista estava em cosntrução e eu tive que seguir um bom trecho em pista de terra em pleno deserto de atacama.

Com esse imprevisto, perdi muito tempo, o que me obrigou a parar antes na cidade de Calama. O que foi a sorte, porque no deserto de atacama, não há postos, e depois que o policial me tomou o galão de gasolina na Bolivia fiquei com medo de andar com gasolina no carro, já que e proibido. O ponteiro estava no final da reserva.. e eu cheguei por sorte em Calama.

Difícil também foi achar hotel com disponibilidade na cidade.... a cidade tem muitas minas e os mineiros ocupam quase 100% dos hotéis.

Mas por fim deu certo, demorou mas eu achei um hotel no centro, o último apartamento, onde eu pude descansar e comer.

 

Grande abraco a todos.

 

Rodrigo, Aline e Eu, no centro de Iquique na Torre do Relogio, um dos pontos turisticos da cidade.

 

Centro historico de Iquique.

 

Porto de Iquique... cachorro tava louco para mandar os leoes marinhos com cheiro de peixe estragado embora do porto!

 

Replica do navio mercante chileno atravessado pelo navio peruano na guerra entre os dois paises que hoje e um ponto turistico da cidade de Iquique.

 

Rodrigo, Aline e a Velhoster ! kkkkkkk  Do outro lado da America !

 

Deserto do Atacama..... a unica coisa que atrapalhou eu bater os 200 km/h foi o vento que e muito forte.

 

Comemorando a minha saida do Pacifico e comeco da volta para casa.

 

Trecho da estrada em rumo a Calama. Deserto do Atacama.

 

Vigésimo Quinto Dia - 12/08/2012 / Arequipa (Peru) , Arica e Iquique (Chile)

 

O dia como de costume começou cedo, Arequipa até Iquique no Chile tem 702 Km, que pelas estradas do Peru acabam demorando mais do que de costume, além do mais, teria que passar pela imigração do Peru, carimbando minha saída do país e a imigração do Chile com a minha entrada, que acaba demorando esse processo.

Por isso 6:00 da manhã já estava saindo do estacionamento com a Velhoster, com tudo arrumado. Estava ótima, estrada estava vazia por ser cedo... e a subida absurda que eu tinha pego para ir a Arequipa agora era descida, com o carro engatado sem pisar no acelerador chegou a passar dos 120 Km/h.

Para ir a Iquique teria que voltar um pequeno trecho da estrada, até chegar a um trevo que divide em Lima, Tacna e Praia.... mas por algum motivo eu não vi a placa... tinha que ir com destino a Tacna, última cidade Peruana antes da divisa com o Chile.

Putssss......... e no Peru é o seguinte, é uma única placa! Não viu .. bobeou ! .... eu já estava no deserto Peruano, a única coisa que tinha na estrada era areia kkkkk Rodei 60 KM no sentido errado! 120 Km no total !!!! Nossa eu fiquei muito puto ! Estava com pressa, 60 Km representa 2 horas de atraso. Queria chegar cedo para encontrar com o Rodrigo e a Aline em Iquique e de repente fazer alguma coisa antes de dormir.

A sorte foi que com o carro rastreado pela Cemal, meu pai conseguiu ver na tela do computador que estava indo em sentido errado, mas como era muito cedo ele devia estar dormindo a hora que passei pela entrada, mas me avisou, porque se não tava la no Pacífico até hoje kkkk

Bom.... voltei até achar a pista certa, o pior que os 60 Km de volta até achar a pista correta, foi de pura subida. Tive que abastecer o carro de novo antes de ir.

Agora no caminho certo, segui direto sem parar. A pista estava boa e deu para manter uma velocidade mais alta.

No final da tarde cheguei finalmente na fronteira.

Peguei uma fila básica para a imigração no Chile, na verdade peguei a fila duas vezes, porque o pessoal da imigração é muito sem vontade de ajudar, então quando você chega no guiche da imigração ele pergunta com muita má vontade, se você já preencheu o formulário que só ele tem. kkkkk

É claro que eu não preenchi ! Pois se só ele tem o formulario e não me deu ainda, como é que posso ter preechido!

Eles te perguntam já dando risada, por que sabe que você não preencheu e vai ter que voltar para a fila de novo com o papel preenchido.

Tem outra, entregam o formulário para você preencher sem caneta, dai você tenta caçar uma caneta de alguém na fila e depois volta na fila de novo para entregar o formulário.

Feito isso, passei por um vistoria completa no carro.... tive que descer todas as malas para passar no raio x, depois um pessoal da imigracao vasculha o carro inteiro na procura de alguma coisa ilegal.

Beleza... depois de uma hora mais ou menos tava liberado para andar no Chile e seguir direto para Iquique passando por Arica.

O contraste entre os dois países na entrada é enorme. Arica a primeira cidade do Chile depois do Peru é bem organizada, limpa e o asfalto perfeito em comparacao, parece até que e feito de propósito pelos Chilenos, para mostrar a superioridade economica de seu pais, em relação aos seus “amigos” peruanos.

Mesmo com serra, as curvas eram bem feitas na estrada, podendo manter uma velocidade mais alta.

Cheguei em Iquique a noite e com ajuda do GPS, cheguei rapido ao hostel em frente a praia que estava em festa, com churrasco e muita gente bebada kkkkkk.

Iquique e uma cidade grande e com uma economia forte devivo a exploração de minerios.

Primeira coisa que fiz depois de estar no hostel, foi ligar para a Aline para saber como ela estava e pegar alguma dicas da cidade.

Mesmo não conhendo Aline e o Rodrigo pessoalmente, apenas ouvindo falar de suas histórias e de como o pessoal de Araraquara gosta deles, fui muito bem recebido, fui tratado como um irmão.

Aline estava trabalhando, mas me passou o endereço de seu apartamento que fica ao lado do Mc Donnalds e disse para eu ir até lá me encontrar com o Rodrigo.

Rodrigo me recebeu muito bem.... fez eu voltar ao hostel para cancelar o apartamento e ficar em sua casa.

Tomei uma ducha absurdamente boa, que da janela do banheiro eu podia apreciar a beleza e design da Brasilia parada no estacionamento do prédio com a bicicleta em cima, que fazia eu relaxar mais sob as águas thermais do banheiro. kkkkkk

Depois comi uma empanada de Iquique, uma das empanadas mais gostosas do Chile, que o Rodrigo esquentou especialmente para mim.... apenas para forrar o estomago... porque depois fomos buscar a Aline no trabalho e seguimos a um restaurante pegar Hamburguesas Chilenas para comer no apartamento.

Ficaram felizes de ver um araraquarense de VW Brasilia pelas terras Chilenas... kkkkk

Mas como eu tava muito cansado e já era tarde, não aguentei fazer nada e fui dormir. Combinamos de logo cedo dar uma volta pela cidade e ir ao Dofri um shopping de Iquique. A cidade é uma zona franca livre de impostos, e esse shopping e o lugar ideal para compras a baixo custo.

 

Abracao a todos.

 

 

Deserto Peruano. Lugar onde eu me perdi e passei 60 Km do trevo que eu deveria ter entrado para Tacna e acabei passando reto.

 

Fila da imigração para o Chile.... tive que pegar duas vezes essa fila por causa da ma vonte do atendimento da imigracao chilena em deixar disponivel o formulario para o preenchimento.

Alem disso, foi aqui que passei por uma revista detalhada na bagagem e no carro para poder entrar no Chile.

 

 Chile ! 

 Passando por Arica, primeira cidade depois da imigração Chilena.

Estrutura bem mais organizada e asfalto perfeito.

 

 Muitos trechos das estradas Chilenas estavam em construcao, me obrigando a andar muitos kilometros em estradas de terra

 

Rodrigo me mostrando uma cerveja muito boa da sua terra, no sul do Chile.

 

Vigésimo Quarto Dia - 11/08/2012 / Chala a Arequipa

 

O dia hoje foi do Peru ! Kkkkkkk

Bom, acordei em Chala no hotel Meridional, com rumo a Arequipa e Vale Del Colca.

Os serviços do hotel não foram bons, a internet não funcionava e não tinha agua quente, na verdade tinha, mas não dava regulagem, ou ficava muito quente impossível de entrar ou fria de mais. Quando conseguia regular, ficava por alguns segundos e logo ficava fria. Foi um banho turbulento kkkkk mas no final deu para tirar a suvaqueira.

Na hora do café da manhã, me cobraram, que eu eu fiquei muito puto, porque no check in tinham me dito que estava incluido... mas o troco disso tudo vinha logo em seguida, na hora de fechar a conta do hotel esqueceram de cobrar a minha janta de ontem... acabou ficando elas por elas e quando era 8 horas da manhã já estava na estrada. 15 minutos depois de sair do hotel já tinha sido parado em um comando polícial, que com a história do Fernando La Roca... fui liberado em 2 minutos com um aperto de mão e um desejo de boa viagem. kkkkkkkk

Estrada belíssima, uma das mais belas até agora, beirando o mar do Pacífico em meio ao deserto, a estrada foi assim ao longo de todo o trajeto.

Em um posto de gasolina enquanto estava abastecendo, um senhor que estava representando a rede de produtos Repsol, marca de postos de gasolinas, óleos para motores e etc.. começou a conversar comigo, percebi que ele era amigo conhecido de todos ali do posto, me pergunto de onde eu vinha, para onde eu ia... e depois de puxar papo, me pediu uma carona até um povoado que estava no meu caminho.

Fiquei meio sem jeito de dizer não e como não tinha percebido nenhum tipo de ameaça resolvi dar carona até a cidade próxima.

Fomos conversando, e ele me disse que era de Arequipa e que tinha largado a camionete nesse povoado chamado Camana por onde eu já ia passar. Aproveitei para pedir informações da estrada por onde eu ia passar, minha idéia era passar pelo Vale do Colca e depois voltar a Arequipa.... mas ele deu risada. Disse que é impossível fazer os dois no mesmo dia. Devido ser uma serra com muitas curvas, eram 9 horas até Chivay no final do Colca e depois mais 3 horas até Arequipa e no meu relógio já eram 11 da manhã.... pensei comigo... não vai dar!

Mudei meus planos e resolvi ir direto a Arequipa, pois estou na contagem regressiva, se tudo correr bem vai dar em cima para chegar em Araraquara!

Durante a ida, até a cidade onde o cara tinha deixado o carro, ele não parava de falar um minuto se quer. E deixar o cara a onde ele queria, foi um alívio.... mas me ajudou muito com as dicas de estrada.

Segui direto a Arequipa para ganhar tempo e abandonei a ideia de ir ao Colca infelizmente.

Quando sai da Panamericana Sur em direção a Arequipa, começou uma subida muito forte na estrada, muito forte mesmo, segunda marcha com o pé em baixo até Arequipa, uma subida de 100 metros de altitude até 2400 metros mais ou menos em poucos kilometros.

Chegando em Arequipa fui seguindo com o carro até o centro da cidade onde eu acho que cometi um erro..... parei o carro e desliguei o motor. Vocês vão saber o porque.

Sai andando a pé a procura do centro histórico de Arequipa e avistei na esquina mais a frente um hotel onde eu decidi ir para pegar informações.

Arequipa é conhecida com a cidade branca,  tem esse nome, porque seus edifícios foram constrídos com uma espécie de rocha vulcânica branca.

Para a minha surpresa a cidade esta fazendo 472 anos de idade esta semana, e esta em festa. Todos os hotéis estão lotados. Não me preocupei muito, porque a minha idéia era visitar o centro histórico e voltar para a estrada logo em seguida rumo a Tacna fronteira com o Chile, mas um imprevisto aconteceu.

Quando voltei para o carro e comecei a andar seguindo o mapa adquirido no hotel, rumo ao centro histórico da cidade, entrei sem querer em uma rua na contra mão e o carro começou a falhar até parar. Tentei dar partida algumas vezes, ele queria pegar e logo morria.

Pensei comigo, deve ser o platinado que foi para o saco!

Sai do carro e percebi que todos buzinavam, e me toquei que estava na contra mão. Desvirei o carro e estacionei na rua.

Decidi ao invés de tentar descobrir o que era e concertar o carro, como estava em Arequipa e ainda eram 3 da tarde, achei melhor procurar logo um mecanico para ganhar tempo, pois é sábado e as coisas fecham mais cedo e se eu tentasse arrumar o carro e não conseguisse, ia ser tarde de mais.

Pois bem.... sai do carro, peguei meu mapa para anotar onde ia deixar o carro e seguir na busca de um mecanico, quando um senhor de 57 anos apareceu, e vendo eu anotar no meu mapa, me perguntou onde queria chegar.

Perguntei: - Qual o endereço daqui ?

Ele disse;: - Onde quer chegar ?

Eu Disse: - Meu carro parou de funcionar e eu preciso buscar um mecânico.

Na hora esse senhor largou tudo o que estava fazendo e se dispos a me ajudar como se tivesse acontecido com ele o problema.

Fiquei muito preocupado, ele foi tao prestativo que eu tava achando que estava caindo em algum golpe.

Ele mora em frente onde o carro tinha parado.

Disse que eu parasse mais certo em frente ao portao da garagem da casa, para que seus parentes olhasem o carro. Pediu também que tirasse tudo do carro inclusive a bicilceta e colocasse dentro da casa dele, pois tinha muitos ladrões por ali.

Puts até eu me sentir seguro, foi difícil, deixar todas as minhas coisas na casa de uma pessoa que eu não conhecia foi complicado.

Mas o fato é que, alguma força maior que eu acredito ser Deus, fizesse que a minha vida se cruzasse com a dele.

Esse senhor, chamou um taxi, foi comigo até um mecanico de sua confiança.

 A bomba de combustível tinha ido para o saco ! Enquanto eu fiquei com o mecânico tomando conta do carro e sacando a bomba de combustível queimada, esse senhor foi até o centro da cidade comprar uma bomba nova de combustível. Eu tinha uma guardada, mas de qualquer maneira precisava de outra como segurança para sair para a estrada.

Ainda bem que eu fui direto no mecânico, porque descobrir que a bomba de combustível tinha ido para o saco ia ser complicado, tava crente que era o platinado até porque a bomba era nova.

Quando cheguei na cidade e desliguei o carro, o motor superaqueceu fazendo com que a bomba esquentasse e parasse. O certo, e que eu deveria ter deixado o carro ligado por alguns minutos para resfriar um pouco o motor devido a super subida até Arequipa em alta rotação.

Mas deu tudo certo e depois de um tempo o carro tava bom de novo.

Levamos o mecânico de volta a oficina e depois esse senhor, que eu vou dizer o nome no final, me acompanhou a sacar dinheiro no banco porque meus Soles, moeda peruana,  tinham se acabado.

 Depois fomos a um restaurante típico de Arequipa comer o famoso Americano de Arequipa, me acompanhou até seu amigo, para trocar o óleo do carro que já estava no limite da kilometragem e me levou nos pontos turísticos da cidade me explicando cada um.

Como é aniversario de Arequipa, no teatro municipal que tem mais de 400 anos, estava tendo um campeonato de musica Arequipenha gratuito, onde podemos acompanhar.

Seguimos ao centro da cidade para comprar algumas coisas típicas de Arequipa, como o copo de Arequipa para tomar Amiz, bebida típica peruana junto com Pisco Sal.

E no final esse senhor, me arruou um apartamento em um hotel e garagem para o carro perto de sua casa e ainda acompanhou abastecer o carro para eu seguir viagem pela manhã.

Qual o nome desse senhor ? Vamos ver se você adivinha !

O nome desse senhor é Angel Neto (Angel = Anjo) incrível, mas é verdade, o nome do cara é Anjo! kkkk

Fantástico, é coisa de Deus mesmo!

Agora estou me preparando para dormir sem tomar banho kkkkk porque a água esta gelada. A água quente do hotel se foi por hoje, e amanhã vai ser puxado... 12 horas de viagem até Iquique, onde eu pretendo entrar em contato com Aline que é amiga da minha gerente Vanessa e que esta morando por lá. Preciso levantar as 5 da manhã, serão mais de 700 Km por estradas peruanas e chilenas.

Grande abraço a todos.

Velhoster logo de manhã no estacionamento do Hotel Meridional em frente ao Mar do Pacífico, alegre em querer pegar estrada!

 

Uma das estradas mais bonitas até agora, beirando o a costa do Pacífico de Chala até Arequipa.

 

Chegando em Arequipa. Ao fundo um vulcão, que faz parte da paisagem da cidade. Seu nome e Misti e tem 5900 metros de altura.

 

Essa foto ficou engraçada. Meu amigo Angel Neto do lado esquerdo da foto e no fundo o Mecânico que concertou a Velhoster.

O Angel queria de todo jeito que eu levasse o carro para lavar em um lugar onde as mulheres lavam o carro com os peitos kkkkkk mas estava fechado porque era sábado a tarde.

 

Bebida natural alcoolica típica peruana feita a base de milho. Maíz.

 

Angel, mostrando os copos típicos de Arequipa.

 

Trocando o óleo da Brasilia no Paulino amigo do Angel.

 

Praça das Armas em Arequipa.

 

 

Vigésimo Terceiro Dia - 10/08/2012 / Lima, Nazca e Chala

 

Meu projeto hoje era acordar cedo, arrumar minhas coisas e visitar um outro ponto turístico de Lima o Huaca Puccllana onde a cidade de Lima começou.... mas até arrumar minhas coisas, tomar café e arruma or bagageiro do carro, já era tarde e eu precisava cair na estrada o quanto antes.

Agora estou em contagem regressiva, falta 7 dias para eu estar sentado na minha mesa trabalhando em Araraquara e eu to aqui do lado do Pacíifico ainda.... kkkk

As estradas da Bolivia e Peru foram de certa maneira um imprevisto grande na viagem, elas são muito piore do que eu previa e me fizeram perder mais tempo do que eu havia planejado, minha preocupação agora e a estradas da volta, pelo norte do Chile e o norte da Argentina.

Assim que tudo estava arrumado, segui direto para Nazca, sair de Lima foi uma aventura, transito super carregado e por uma pane elétrica no carro as setas não estao funcionando, ou seja, estou dirigindo como um peruano, sem dar setas e simplesmente entrando a onde me der na telha kkkk

A viagem foi tranquila, as estradas perto de Lima, são boas e eu pude andar mais rápido.

Chegando a Nazca, parei em uma torre nas linhas de Nazca para bater algumas fotos, lá e possível ver apenas 2 desenhos.

Por isso segui direto para o aeroporto de Nazca, e que por muita sorte, tinha um vôo que estava saindo naquela mesma hora e tinha apenas um lugar disponivel... o meu! Kkkkk

Passeio incrível, um voo de 30 minutos em uma aeronave Cessna de 6 lugares, passamos por mais de 10 desenhos com idade de 200 anos antes de Cristo, que ainda e um grande misterio sua autoria. São eles: Baleia, Trapízios, Astronauta, Macaco, Cachorro, Colibrí, Aranha, Condor, Alcatraz, Loro, Mãos e uma Árvore

Ássim que retornei do passeio de avião, continuei viagem com destino Arequipa.

Quando estava pagando um dos pedágios, uma senhora me chamou e pediu se eu podia dar carona a ela até a cidade de Yauca onde eu pretendia parar para dormir, uma carona de 3 minutos, eu disse que sim e ela me indicou a parar em uma cidade chamada Chala, mais 30 minutos de onde pretendia parar, a cidade tem uma estrutura um pouco melhor e tem hoteis com garagem.  Foi o que fiz.

Ótimo, bem melhor, Chala tem uma estrutura muito superior a cidade que eu tinha planejado parar e a carona foi muito útil.

Parei em um hotel muito bom, com apartamento frete praia. Do quarto era possível escutar o barulho das ondas do mar.

Comi no próprio lhotel para ganhar tempo, tomei banho e dormi.

 

 

Abração

Cessna de 6 lugares, avião utilizado para sobrevoar as linhas de Nazca.

Vôo radical, para conseguir ver todos os desenhos.

 

Nessa foto, é possivel ver dois desenhos. As Mãos ao lado direito perto da pista e a árvore do lado esquerdo.

Fiquei impressionado com a perfeição dos desenhos que so é possíver ver do alto e foram feitos 200 anos antes de Cristo. Como ?

A estrada é a Panamericana Sur que eu passei com a Velhoster para chegar a Nazca.

 

Reparem na montanha o desenho chamado astronauta. Inacreditável! Foi feito a 200 anos antes de Cristo!

 

 

Guerreira!  Parte do deserto Peruano!

 

 a todos

Vigésimo Segundo Dia - 09/08/2012 / Lima Peru

 

Dia livre em Lima para conhecer os principais pontos turísticos e também lavar minhas roupas, estou usando minha última muda de roupa hoje.

Acordei cedo, tomei café da manhã e sai para a rua para achar uma lavanderia indicada pelo dono do hostel, deixei as roupas para lavar e peguei um taxi direto para o centro histórico de Lima.

Cidade fantástica, como tudo esta concentrado na capital do Peru, Lima parece não fazer parte do restante do país. Sua estrutura é muito avançada em comparação com o resto.

É a segunda maior cidade depois de Cairo no Egito, construida em cima de um deserto, com 10 milhões de pessoas.

Taxi me deixou na praças das armas, lugar onde aconteceram passagens muito importantes da história do Peru, como por exemplo sua independência e que hoje é um dos cartoes postais da cidade.

Tirei algumas fotos e logo fui ao centro de informacao turistica de Lima para pegar um mapa dos pontos mais importantes.

Depois fui a Igreja de San Francisco, onde estao as famosas catacumbas de Lima. Antigamente no seculo XVI, as pessoas mortas eram enterradas de baixo das igrejas, pois acreditava, que estando de baixo da igreja se chegaria mais fácil ao céu. Com isso, de baixo da Igreja San Francisco, se encontram enormes galeria com catacumbas, e essas galerias passam por várias partes do centro da cidade, interligando alguns pontos, facilmente pode se perder. O lugar e assustador, e parece com um filme de terror. Não é permitido tirar fotos nesse lugar, mas eu consegui tirar algumas escondido.

Depois segui em direção a igreja de Santo Domingo, onde esta enterrada a Virgem de Santa Rosa, uma santa muito importante e concedeu vários milagres, fez parte de vários momentos históricos do Peru e das Philipinas, que hoje esta nas cedulas de 200 soles, a nota mais alta Peruana.

A igreja de Santo Domingo, também tem algumas catacumbas que estao interligadas com a igreja de São Francisco.

 Por sorte o horário que eu estava visitando a igreja, também deu o direito de subir até a torre onde estão os sinos da igreja e de lá e possível ver todo do centro histórico da cidade.

Visitado as duas igrejas mais importantes de Lima, almocei no centro mesmo e segui para o Museu Metropolitano de Lima, que por muita sorte, conseguiram me encaixar em um grupo, pois todos os grupos desse dia já estavam lotados.

Valeu muito a pena, museu fantástico com tecnologia de ponta, e em 2 horas e possível viver o que foi e o que é Lima hoje.

Em 1772 Lima sofreu um terremoto seguido de tsunami que devastou a cidade e precisou ser recostruida, por isso hoje existem várias placas na cidade indicando para onde você deve ir em caso de teremoto seguido de tsunami. E mais ou menos 3 vezes ao ano acontecem terremotos nessa região.

Os Peruanos, lutaram muito com os espanhois para conseguir sua independência . Chilenos também quiseram suas terras e até hoje esses povos se estranham.

Depois de ter andado por todo o centro histórico de Lima e ter visitado os principais pontos, já estava na hora de pegar minhas roupas deixadas na lavanderia.

Peguei um taxi e logo estava no hostel com minhas roupas, deixei elas no quarto e voltei para o Circuito das Aguas, outro ponto turístico da cidade de Lima, que durante a noite acontecem espetáculos aquáticos com show a laser.

Regressei ao hostel, pois já

Praça das Armas em Lima Perú

 

Tribo de Índios Andinos, reivindican

Igreja De San Francisco, ode estão as famosas catacumbas de Lima.

 

Galerias que levam a várias catacumbas pelo centro histórico de Lima. Lugar sinistro e muito claustrofóbico.

Igreja de Santo Domingo, onde esta enterrada a Virgem de Santa Rosa de Lima

 

Sorvete de Fresa, Pecana e Lecuma. Até hoje não descobri do que é isso tudo kkkkk mas estava bom.

 

Um Cuy frito, um dos pratos preferidos dos Peruanos.

 

Parque de La Reserva, onde esta o cricuito das águas, um dos pontos turisticos de Lima.

 

Essa moto tem uma história interessante.

2 Italianos estavam tentando entrar para o livro dos récordes, tentando atravessar de Ushuaia até o Alaska com essa moto 50cc. Ia ser o primeiro a atravessar com uma moto de 50cc.

Mas quando chegou em Lima, recebeu uma notícia que um parente próximo da família estava doente, por isso abandonou tudo e o dono do Hostel comprou por 300 dólares a moto.

 

 

Nas catacumbas da igreja São Francisco, quando o corpo das pessoas já tinha se decomposto e sobravam apenas os ossos, eles eram jogados dentro deste poço, como vocês podem ver kkk.

 

do por suas terras no centro de Lima.

 

 eram quase 10 horas da noite e eu precisava me preparar para sair do hotel no dia seguinte, rumo as linhas de Nazca.

Tomei banho e dormi.

 

 

Vigésimo Primeiro Dia - 08/08/2012 / Paracas com Ilhas Balesttas e Lima

 Cansado hoje,.por ter dormido muito pouco essa noite, apenas 5 horas de sono, 7 da manhã, já estava pronto para o tour das Ilhas Balesttas.

 Com um grupo grande em Paracas, saimos em uma lancha rumo as Ilhas e logo no come'co do passeio demos de cara com um grupo de golfinhos, que nessa 'época do ano se concentram em Paracas. Nadavam junto ao barco que quase era possível tocalos. Depois seguimos até o Candelabro de Paracas.

O Candelabro e um mistério até hoje, uns acreditam que tal imagem tenha sido feita por piratas e outros dizem que teria sido feito por seres de outro planeta, de uma forma ou de outra, a obra e gigantesca e chama muito a atenção, feita sobre a rocha e com uma camada de areia por cima tem mais de 200 anos antes de Cristo e mede 200 metros de altura por 60 metros de largura. Se assemelha muito com as linhas de Nazca que esta bem próximo a região.

Após apreciar a gigantesca imagem, seguimos as ilhas, e depois de 30 minutos de navegação rápida chegamos.

As ilhas são surpreendentes, cheias de espécies raras de aves, pinguins e leões marinhos,  sua beleza é ímpar.

Ficamos navegando ao redor das ilhas, para ver os animais raros e a suas paisagens que foram formadas por correntes fortes de vento e correntes marítimas. Muito bonito, valeu a pena.

Depois retornamos a Paracas, fiz alguns amigos no passeio, que ao chegar logo me despedi, pois precisava arrumar minhas coisas e ir para Lima.

Feito isso, dei uma regulada na marcha lenta do carro que devido a altitude ficou muito acelerado e fui para a estrada. 

 Estrada boa se comparada as que eu vinha andando, toda asfaltada e mais retas onde eu pude andar mais rápido, principalmente próximo de Lima, onde ela ficou pista dupla.

No trajeto entre Paracas e Lima eu fui parado 4 vezes no comando policial. kkkkkk

Na primeira vez, o policial perguntou se o meu farol estava funcionando e me disse para dirigir com o farol aceso durante o dia. E me liberou.

Na segunda vez, senti que o policial queria achar algum problema para me por contra a “parede” para depois me extorquir. Me pediu vários documentos, que eu apresentei todos é claro, que aliás trouxe mais coisas do que o necessário. Como ele não achou nada, chamou um outro policial, esse sim veio me dizer que não podia levar a bicicleta, que era proibido. 

 Minha sorte foi, que ao entrar no Peru, pedi que o policial anotasse na minha autorização para trafegar com o carro, que estava levando a bicicleta. Mas mesmo assim tentavam achar alguma coisa. Foi ai que eu resolvi contar a história do Fernando de la Roca! Batata! A hora que eu disse que a minha irmã tinha se casado com um Peruano em Lima e que eu estava indo visita-la, o policial só me perguntou o bairro.... eu disse: - Mira Flores. Na hora ele me apertou a mão e mandou eu seguir! Kkkk

Andei mais 30 min e fui parado em outro comando pela terceira vez.... kkkkk dessa vez eu nem esperei, o policial me perguntou para onde eu estava indo eu disse que para a casa da minha irmã em Lima. E me liberou.

Na quarta vez kkkkk, o policial mais parou para ver o carro do que para me pedir documentos e logo me liberou.

Continuei viagem até chegar em Lima, o transito de Lima é aterrorizante, a cidade tem 10 milhões de pessoas e achar o hotel, foi como achar uma agulha no palheiro.

Entrando em Lima avistei um Shopping chamado Jokey Plaza, enorme muito chic.... aproveitei para entrar e comer, estava morrendo de fome, mas confesso que fiquei tímido, estava sujo com a roupa manchada de graxa e desbotada por causa do sabão nuclear da lavaderia de Potosí. Kkkkkk

Mas foi bem rápido, entrei comi e sai. Todo mundo ficou olhando, não há Brasílias por aqui, muito menos com uma bike esquisita no teto. E segui procurando o hostel em Lima.

Depois de um tempo procurando, acabei achando o hostel. Pessoal muito simpático. A Janaina, menina que trabalha na recepção do Hostel, me deu a dica de pegar a bicicleta e sair andando pela ciclovia de Mira Flores, bairro onde esta o hostel e também onde Lima começou. 

  E foi o que fiz, tirei a bike do carro e sai andando pela rua Arequipa no bairro de Mira Flores onde possui uma ciclovia bem organizada. Desci também até a avenida da praia, onde também tem uma outra ciclovia pela costa da praia de Lima e regressei ao hotel.

Comi e fui dormir, estava muito cansado

 

abraço a todos

sacada do apartamento no hotel Gran Palma

golfinhos nadando junto a lancha

Candelabro, ainda um mistério de sua existência, muitos acreditam que tenha sido feito por seres de outro planeta como as linhas de Nazca já que Paracas esta muito próximo a Nazca. O fato é que o Candelabro existe a mais de 200 anos antes de Cristo e foi feito sobre a rocha coberta de areia

Ilhas Balesttas, suas formações rochosas foram formadas pelo vento e correntes marinhas

Leões Marinhos

Em direção a Lima, sob o deserto do Peru

Jockey Plaza

Eu, no final da tarde, na praia de Lima pensando como é que eu volto agora!. kkkkk

Costa do bairro de  Mira Flores, Lima

 

Vigésimo Dia - 07/08/2012 / Challhuanca a Paracas

 

 

Acordei 7 da manha e quando era 8 e meia já estava na estrada com café da manha tomado em direção a Paracas.

A pista muito sinuosa e continuava com muito obstáculos, o que me impedia de conseguir manter uma velocidade constante, e eu com 700 km a percorrer.

Agora faltando 10 dias para estar em Araraquara trabalhando, me deixou muito ansioso, o que eu acabei cometendo um dos erros mais graves na estrada até agora e quase me custou muito caro por isso a pressa.

Foi o susto mais forte desde que sai de Araraquara.

Quando estava passando por um dos milhares de vilarejos que a Inter Oceanica corta ao longo do trajeto, estava em uma subida ingrime, por querer economizar tempo e troca de marcha evitanto usar a embreagem, reduzi um pouco a velocidade, mas ainda alta 70 Km/h em terceira, quando surge na frente da Brazilia uma Bruxa kkkkkkk pois é, o susto foi grande! A mulher parecia a Bruxa Baratuxa do Chapolin Colorado com cajado na mão e só tinha o centro avante na boca !

Puts, uma mulher de mais ou menos uns 90 anos de idade com uma bengala na mão, saiu de tras de um caminhão que estava parado na pista contraria e sem olhar atravesou a pista na frente da Brasília.

A cena depois foi hilária, mas na hora meu irmão...... meti o pé no freio até a roda ficar quadrada, e aos poucos fui jogando para o acostamento até o carro parar. Ufaaaaaaa, por muito pouco! Quase que eu mato a única cartomante da cidade... o pessoal ia me linchar... kkkkkkkkk

Mas depois lembrando dei muita risada, porque eu fiz uma mulher de 90 anos de idade com begala na mão dançar igual Michael Jackson na pista para fugir da pancada. kkkkkkk

Cara.... que susto!

Bom o bagageiro eu nem preciso falar..... nem sei como não saiu tudo voando.

Continuei andando até sair do vilarejo, porque todo mundo que morava ali saiu para ver o que tinha acontecido e a fumaça dos pneus ainda estavam voando por ali.

Depois parei no acostamento para arrumar o bagageiro novamente.... que se entortou inteiro com a freiada.

Continuei viagem, agora indo na medida do possível, não tinha calculado estradas tão ruins como as que tem por aqui. A quantidade de animais, pessoas, lombadas e curvas absurdamente fechadas…. entre outras coisas na pista é incrível!

Depois de rodar durante 7 horas, na maior serra enfrentada até agora, fiz a decida final dos andes em direção a Nazca, descida de 4700 metros de altitude até 400 metros em 40 KM de distância, feito em segunda marcha para não ter que usar muito os freios do carro nas curvas sinuosas da serra.

Até que em fim em Nazca a pista ficou melhor e eu pude andar mais rápido, 110 Km/h, fazia dias que eu não usava a quarta marcha do carro kkkkkk

Fui direto a Paracas, passei direto pelas linhas de Nazca, já que eu vou voltar pela mesma estrada, deixei para ver elas na volta.

Por estar atrasado na minha viagem 6 dias por causa das estradas ruins enfrentadas, resolvi cortar a parte norte do Peru assim ganhando mais tempo.

O carro ficou um canhão, agora com a pressão da altitude e a quantidade de oxigênio maior, a Brasília vem podando todo mundo nas estradas Peruanas kkkk fui até parado pela polícia na estrada que acabou mais me perguntando sobre o carro e de onde eu vinha com ele, do que sobre a documentação e tudo mais..... e me liberou me desejando boa viagem.

Cheguei em Paracas 8 horas da noite e uma das metas da viagem foi cumprida, chegar ao Pacífico com um carro de 1978...

Muito bem atendido pelo dono do Hotel Gran Palma, Fernando Lozano que um dos patrocinadores da viagem, me mostrou o hotel e conversamos sobre a divulgação.

Fomos a um restaurante tradicional da cidade para comer uma comida típica Peruana e já agendei com ele amanhã o meu passeio as Ilhas Ballestas.

Agora estou indo dormir, são 3 e meia da manhã, e cedinho as 6:45 eu tenho que estar de pé para o tour da ilhas e a tarde pretendo seguir a Lima

Um dos vilarejos ao longo da Inter Oceanica.

Reparem nessa foto que tem algumas crianças jogando futebol na pista de rodagem e acreditem, eu to indo mais lerdo que milhares de jamantas rodando nessa pista.

 

Pacas na pista, é Pacaba.

 

Essa por exemplo, eu quase atropelei.

 

Trecho da estrada entre Challhuanca a Paracas, região de lagos a mais de 4300 metros de altitude.

 

Guerreira Brasília de 1978, 4300 metros de altitude.

 

Boi na pista de rodagem.

 

Jumentos na pista de rodagem!

 

Carneiros na pista de rodagem!

 

Descida de serra perto de Nazca, clima desertico. 4700 metros de altitude até 400 metros em 40 KM.

 

Descida em 2 marcha, 40 Km/h evitando pisar nos freios. Curvas fechadas de 25 Km/h.

 

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Grande abraço a todos.

Décimo Nono Dia - 06/08/2012 / Cusco - Challhuanca

 

Acordei mais descançado desta vez, dormi mais cedo ontem e hoje consegui dormir até umas 7 da manhã.

Precisava fazer várias coisas pela manhã, porque na parte da tarde já queria estar na estrada fazendo uma parte da viagem entre Cusco a Paracas de 900 Km.

Comecei a levar algumas bagagens para o estacionamento onde havia deixado a Velhoster e aproveitei para arrumar o bagageiro que vem me dando muita dor de cabeça desde que sai do Brasil.

E logo pela manhã começaram as surpresas kkk quando fui fixar melhor o bageiro do carro, o parafuso de aperto se partiu ao meio... fueeeeuuuuuu agora ferrou tudo, o bageiro ficou solto. kkkk Minha sorte foi ter trazido uma caixa de ferramenta bem completa, e dentro achei um parafuso com porcas bem parecido, que acabou quebrando o galho. Aproveitei para desmontar tudo e mudar a bike de posição, pois um dos lados do bagageiro com todos os buracos que enfrentei até agora e também por ter mais peso concentrado, acabou entortanto e ficando mais frágil.

Voltei para o hotel e tomei café da manha e entreguei o quarto, pois o check out do hotel era as 9 horas da manhã, e sai direto para a bicicletaria para pegar a minha “magrela” que já fazia 4 dias que estava lá. Chegando na bicicletaria ela estava fechada... fueeeuuuuuu de novo, perguntei para os vizinhos o que acontecia e eles me disseram que a bicicletaria só abria as 10 horas da manhã. Tive que esperar uma hora até abrir, e enquanto isso, sentei em uma praça com um pacote de cana de açúcar que tinha acabado de comprar de uma mulher e comecei a mascar. Nisso começou um desfile da igreja em frente a praça onde eu pude acompanhar durante uma hora até abrir a bicilcetaria.

Aberta a bicletaria peguei a “magrela” e sai andando pelas ruas de Cusco em direção ao estacionamento onde estava a “Velhoster”.

No estaciomamento haviam dois carros atrás do meu, o que me atrasou mais meia hora e eu ainda precisava passar em um mecanico para trocar o óleo do carro e dar uma olhada no cabo de embreagem.

Após tirar os carros, segui em direção ao mecanico de carros indicado pelo dono do Pub Irlandes, mas antes parei para abastecer.

A troca de óleo foi rápida e o mecânico muito gente boa, deu uma olhada no cabo de embreagem que estava ótimo.

Na hora de sair, surpresa, tinha um caminhão impedindo a saída da oficina que estava fazendo o carregamento de uns entulhos. Me atrasou mais meia hora.

Quando tudo estava pronto, já era meio dia e eu parei para comer antes de cair na estrada.

Cometi um erro gravíssimo em uma viagem, mas que por sorte não deu em nada, até agora pelo menos. Parei para comer em um restaurante de mariscos em Cusco que esta a quase 1000 Km da praia..... kkkkkk Os maríscos já deviam estar no colegial quando comi eles. kkkkk

Finalmente estrada.... puts que enrolação para sair... isso que eu to viajando sozinho.

O nome da estrada é a Inter Oceanica que é toda asfaltada com uns pequenos trechos de construção. O trecho que percorri é de Cusco a Challhuanca que é bem sinuoso com trechos que passam dos 4000 metros de altitude e a velocidade média é 40 km/h para não forçar a velhoster.

Tempo passou e a noite chegou e eu ainda estava na estrada. Alguns trechos da pista aparecem placas indicando depressão na pista, e nessas depreções passa um riacho cortando a pista, onde você deve passar com o carro. Achei interessante.... segunda vez que vejo isso por esses lados, a primeira vez foi na Bolívia perto de Aiquile, onde não havia sinalização de depressão e eu entrei quase a 100 Km/h dentro de uma dessas valetas.... sai com as 4 rodas do chão, onde logo depois estourou meu cabo de embreagem.

As pistas por aqui tem muitos obstáculos que na ansiedade de chegar logo a Challhuanca, em uma das ultrapassagens acabei rampando de novo uma lombada, mas essas das grandes.... foi cena de filme kkkkk

Toca eu parar o carro no acostamento a noite com a caixa de ferramentas na mão para arrumar o bagageiro.... a bike tava quase do avesso em cima do carro.

Beleza, depois de um tempo e tudo arrumado, cheguei a Challhuanca, que da pista deu para ver um hotel novo, bem arrumado dentro da cidade.

Fui muito bem atendido pelo dono do Hotel que logo me cedeu um quarto.

Comi um arroz com frango que o próprio hotel preparou, tomei um banho e dormi.

 

Abraços

Mercado Central de Cusco.

 

Desfile da igreja em Cusco. É muito comum esses desfiles pela cidade, que atrapalha muito o transito.

 

Trocando o óleo da Velhoster.

 

Prato com Maríscos em Cusco que poderia ter me custado alguns dias de viagens.

 

Trechos da estrada dentro da Velhoster.

 

Trecho entre Cuzco a Challhuanca a mais de 4000 metros de altitude

Trecho entre Cusco a Challhuanca, riacho cortando a pista.

 

Eu no acostamento já com o bagageiro arrumado depois de ter rampado uma lombada das grandes em direção a Challhuanca.

 

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 a todos.

Décimo Oitavo Dia - 05/08/2012 / Machu Picchu a cidade perdida dos Incas!

 

Acordei cedo, muuuito cedo, 2:45 da manhã, mas o sacrifício valeria a pena, conhecer Machu Picchu é um dos lugares onde eu sempre me imaginei conhecendo desde criança. Mas conhecer Machu Picchu que é uma das 7 maravilhas do mundo, vindo do Brasil em uma Brasília 1978 é uma coisa que eu vou guardar resto de minha vida com muito carinho.

Levantei e fui para a recepção do hotel esperar a guia do tour, que foi muito pontual, e quando era 3:40 da manhã como combinado, estava lá na porta do hotel me chamando.

O primeiro trajeto para chegar a Machu Picchu foi feito em uma van em mais ou menos 40 minutos Cusco a Ollantaytambo de onde partem os trens, que foi feito bem rápido, o motorista da van tinha o pé bem pesado e em vários momentos chegou a 140 Km pela pista sinuosa entre as duas cidades com a van cheia de gente. kkkkk

No final do primeiro trajeto paramos para tomar café da manhã em um pequeno retaurante a 10 minutos de Ollantaytambo onde pude conhecer melhor quem estava dentro da van.

Após o café da manhã seguimos a estação de trem em Ollantaytambo, meu trem já estava de partida, cheguei em cima da hora.

No segundo trajeto Ollantaytambo a Águas Calientes foi feito de trem em mais ou menos uma hora e meia. Mas o tempo passou rápido, pois já estava claro e eu pude ir apreciando a paisagem que é espetacular.

Chegando em Águas Calientes já estava divido do primeiro grupo, que conheci na van, tive que procurar um cara com uma bandeira vermelha chamada Kosmos, que eu só fui achar saindo da estação de trem, demorou um pouco mas eu achei. Era ele quem me daria os tickets de onibus para subir de Águas Calientes até Machu Picchu a cidade perdida dos Incas.

O lider do grupo me levou até um restaurante em Águas Calientes para aguardar todas as pessoas do grupo, feito isso me entregou a passagem de onibus e disse que eu procurasse por outra pessoa com bandeira vermelha e nome Kosmos na entrada de Machu Picchu para começar o tour.

Depois de ficar na fila enorme para pegar o Onibus que me levaria até Machu Picchu, finalmente cheguei e achei meu grupo onde fiquei aguardando até todos se juntarem na porta de entrada da cidade, a quantidade de pessoas que querem ver a cidade dos Incas é uma coisa absurda, gente de todas as partes do mundo.

No tempo que esperava o grupo fui ao banheiro por 1,50 soles, deixei meu casaco em um depósito por 5 soles e comprei uma água por 9 soles... ééé as coisas valem ouro por aqui. R$1 = 1,33 Soles

Feito isso, meu grupo já estava reunido e saimos em direção a Machu Pichu com nosso guia explicando sua história.

Quando tive o primeiro contato com a cidade perdida, foi de arrepiar, inacreditável o tamanho e a beleza deste lugar, que eu só tinha visto em televisão.

A cidade tinha capacidade para 500 pessoas e esta no topo da montanha a 2400 metros de altitude no vale do rio Urubamba e é dividida em duas partes, parte agrícola e a parte urbana. Foi contruída no século XV sob ordem de Pachacuti.

Hoje Machu Picchu e umas das 7 maravilhas do mundo e é patrimonio mundial da Unesco.

Há muitas teorias sobre o que foi Machu Pichu, mas a mais certa é que tenha sido para supervisionar a economia e para proteger o soberano Inca de possível ataques.

Fiquei na cidade Inca por quase 6 horas, bati muitas fotos e que acabei conhecendo Yulli, uma Ucrâniana muito simpática que também estava viajando sozinha, ficamos amigos e juntos começamos a passear por Machu Picchu, isso ajudou a um bater foto do outro já que estavamos sozinhos.

Yulli me convidou para conhecer o portal do Sol kkkkk eu tava achando que era fácil.... mas o portal do sol que ela estava me falando ficava a quase 3000 metros de altitude e para não ficar feio, tive que subir, mas que valeu muito a pena, lá de cima era possível ver a cidade inteira de uma visão panoramica.

Depois já estava quase na minha hora de ir embora, pois meu trem de Águas Calientes para Ollantaytambo saia as 15:50 da tarde, mas antes tinha que pegar o onibus de Machu Picchu para Águas Calientes e a fila do Onibus era grande.

Yulli queria conhecer a ponte Inca, mais 30 min de caminhada pelas montanhas, dessa eu fiquei de fora, me despedi e comecei a voltar para pegar o Onibus.

A volta foi cansativa, e já na primeira parte do trajeto de volta eu dormi e quase que eu fiquei no onibus kkkkkk

Depois de quase 4 horas de viagem de volta, cheguei em Cusco acabado, fui novamente no Pub Irlandes para fazer um lanche rápido e voltar para hotel para dormir e nisso o dono do Pub veio conversar comigo, para saber de onde eu vinha e quanto tempo pretendia ficar na cidade... conversando com ele, descobri que ele tinha um Fusca... puts perfeito, me indicou bons mecanicos em Cusco, onde eu podera trocar o óleo do carro e conferir o cabo de embreagem para seguir viagem.

Voltei para o hotel e dormi, nem consegui entrar na internet para postar no blog.

 

Grande abraço

 Machu Picchu a cidade perdida dos Incas !

 

Calendário Solar

 

Templo do Sol. O pedreiro era bom, nem usou argamassa e a estrutura já tem mais de 500 anos, sofreu vários terremotos e ela continua ai.... em pé.

 

Tumba Real, abaixo do templo do sol.

 

Templo Principal.

 

Eu e a Ucrâniana Yulli, reparem o tamanho de Machu Picchu ao lado esquerdo da minha cabeça. 1 hora de caminhada para chegar ao Portal do Sol que é onde eu estou. Quase 3000 metros de altitude.

 

Parte agrícola de Machu Picchu que tinha um sistema complexo de drenagem da água.

 

Outro sistema de calendário Inca, com base no reflexo da luz do sol na água, é possível saber que dia e estação do ano é..... fantástico.

 

Eu acabado voltando para Cusco dentro do trem Peru Rail.

 

Cidade de Águas Calientes, onde só é possível chegar de trem é daqui também que saem os onbus para Machu Picchu.

Décimo Sétimo Dia – 04/08/2012 / Cusco – Vale Sagrado (Pisac, Ollantaytambo e Chinchero)

Apos acordar a primeira coisa que fiz hoje cedo, foi ir a recepção do hotel, pedir para a mulher da recepção avisar o bicicleteiro aqui de Cusco para segurar minha bike lá, até segunda feira, porque vou ficar fora esses dias e não vou conseguir pegar a bike na bicicletaria.

Eu tentei falar com ele pela manhã, mas como eram 20 para as 8 da manhã, a bicicletaria estava fechada.

Tomei café da manhã e fiquei esperando até as 8:30 na recepção o guia do meu tour vir me buscar.

Foi muito rápido e deu tudo certo, subi com o Guia até a praça Regocijo para pegar o ônibus do tour, logo seguimos para o Vale Sagrado dos Incas e a primeira cidade de parada foi Pisac uma das mais importantes, a 33 Km da cidade de Cusco.

Pisac foi construída em forma de um Condor, o Condor é um animal sagrado que os Incas acreditavam que quando uma pessoa morria, o Condor levava a alma da pessoa falecida aos Deuses.

Depois seguimos adiante a Ollantaytambo, mas antes paramos em um excelente restaurante para almoçar com músicas andinas tocadas por um índio.

Ollantaytambo esta localizada a 60 Km de cusco e fora um complexo militar, religioso, adminitrativo e agrícola construída em forma de Llama. Lá constitui uma das maiores obras arquitetónicas do império Inca, com muros de pedras monumentais e o famoso Templo do Sol. O Templo do Sol que fora cosntruido para o estudo das posições solares e usou arquitetos de Tiwanaku, aquela mesma tribo, a mais importante do imperio Inca, que passei na Bolivia antes de chegar a Puno. Ollantaytambo foi construída estratégicamente para dominar o Vale Sagrado.

Visitar Pisac e Ollantaytambo foi bem cansativo, apesar de você não perceber muito, porque você fica distraído vendo todas aquelas arquiteturas fantásticas Incas, a subida até as duas cidades são bem pesadas e você precisa estar um pouco preparado para fazer esses passeios pois as fortalezas ficam bem no alto das montanhas.

Após Ollantaytambo seguimos para a cidade de Chinchero que fica a 30 Km de Cusco e esta a quase 4000 metros de altitude. La conheci as ruinas da cidade e uma comunidade que vive do artesanato. Tive uma aula de como é feito os artesanatos a venda, e também de como é a vida dessas pessoas.

Foi o dia todo conhecendo o Vale Sagrado, mas um só dia não basta, são muitas informações e muitas coisas a serem vistas, o Vale Sagrado esta cheio de construções Incas e muitos mistérios.

Visitado Chinchero, já eram 7 horas da noite, estava tudo escuro jé não dava para ver mais nada e retornamos para Cusco até a praça de San Francisco. Peguei meus artesanatos comprados durante a viagem e segui pelo centro de Cusco em direção ao hotel.

Chegando ao hotel liguei para Ana Melva, foi quem me arrumou lugares para vistar Machu Picchu amanhã, ela é guia oficial de turismo em Cusco e 5 minutos após eu ter ligado já estava no hotel com meus tickets de trem, Machu Picchu e Ônibus. Huhuuuuuuu nem acredito que amanhã estarei na cidade perdida dos Incas. Mas para isso vou ter que acordar as 3 da manhã para pegar o Onibus em direção a Ollantaytambo as 3:45 ! Fueeeuuuuu kkkkk

Jantei aqui ao lado do hotel, mesmo pub irlandes desde que cheguei, comida muito boa e o preço compatível.

Agora estou me preparando para tomar banho e dormir, estou super cansado e não vou dormir muito para amanhã, porque já são 11 horas da noite.

Um grande abraço a todos.

Pontos de seguranca contra terremostos, a maioria dos predios tem um ponto de seguranca para onde voce deve correr quando houver um terremoto.

ao lado de uma Llama, de uma Paca e de um peruano engraçado que queria dinheiro para tirar uma foto.

Um Cuy, nas costas da Llama

Ruinas de Pisac, cidade construida pelos incas em forma de Condor. Uma das cidades mais importantes do vale sagrado

Cidade de Pisac feita pelos Incas. Ao lado esquerdo da foto na montanha e possivel ver algus buracos onde estão varias tumbas com mumias Incas.

Pisac, fantastico!

Templo del Sol, usado para o estudo solar. Suas pedras monumentais foram tiradas da montanha ao fundo e trazidas por meios de cordas e troncos até o lugar que estão hoje. Cada pedra pesa aproximadamente 800 toneladas e foram usados arquitetos de Tiwanacu para a construcao. Imagina o que esses caras não tomaram de chá de coca, para trazer essa pedra para cima.

Ao fundo da foto na montanha esta o deposito de comida dos Incas, ficava isolada na montanha, porque ali soprava um vento muito frio que conservava a comida. Por isso os caras eram magros, para buscar uma lata de ervilha a noite você tinha que ser macho!

Ruinas de Ollantaytambo.

Templo sagrado dos Incas, aqui se reuniam os 4 elementos da natureza, água, fogo, ar e terra.

Casa de uma familia de Chinchero onde tive uma aula de como e a vida deles e de como e feito os artesanatos que e a economia principal da familia.

Um dos pratos principais dos peruanos, Cuy

Criancas nas ruas de Pisac.

Décimo Sexto Dia – 03/08/2012 / Puno a Cuzco - Peru

 

Ao som de Mc Hammer, Can't touch this...toca o dispertador do meu celular as 10 para as 6 da manhã.

Objetivo hoje era seguir rumo a Cusco no Peru, 400 Km de Puno que fica muito próximo de Machu Picchu.

Se pensarmos como no Brasil, 400 Km é tranquilo, Araraquara ao Guarujá por exemplo, tem isso e se faz com os pés nas costas. Mas 400 Km aqui no Peru e na Bolívia, significa dias de viajem as vezes.

Tomei um ótimo café da manhã no hotel Eco Inn em Puno, fui até ao estacionamento dar um check up no carro, colei as faixas refletoras no parachoque, que aqui no Peru é obrigatório e logo cai na estrada.

O carro foi muito bem, melhor até que das últimas vezes, apesar de ter passado por trechos da estrada com 4400 metros de altitude, na maior parte do tempo a altitude foi próxima aos 3500, isso já da uma boa diferença na mistura da combustão do motor, deixando ele mais forte.

Em cusco vou ter que trocar o oleo do motor de novo e vou aproveitar para trocar como prevencao o cabo de embreagem.

Graças ao patrocinador de rastreamento de carros a empresa Cemal de Luiz Pirola, minha família pode acompanhar por onde estou passando e a velocidade da viagem ao vivo na tela do computador. Meu pai tem sido meu copiloto na viagem a distância, me dizendo, quanto falta e que caminho devo tomar pelas condições da pista.

Em uma das cidades no caminho, a estrada estava bloqueada, dai resolvi pedir informação a três pessoas que estavam atravesando a rua, como voltar para a estrada sem passar pela parte bloqueada.

O pessoal continuou andando mas um ficou e me disse que se eu desse uma carona me explicava como chegar em Cusco, achei meio suspeito e quando ele se virou para pegar a mochila para entrar no carro eu toquei adiante kkkk

Depois de 6 horas de viagem por uma das estradas mais bonitas que já rodei até agora e toda asfaltada, cheguei a cidade de Cusco.

Cidade fantástica, fica no vale sagrado dos Incas, tem 300 mil habitantes e seu nome significa “umbigo”, foi o centro cultural e administrativo mais importante do Imperio Inca. Hoje Cusco e a capital da provincia de Cusco.

Em 1532 a cidade foi destruida pelos espanhois, mas preservaram as fundacoes dos edificios.... sabe porque ? Por que os Incas, já naquela época, tinham uma fundacao a prova de terremotos! Incrível.

Cheguei com a Velhoster na cidade e todo mundo ficava olhando, e por onde passo o pessoal aponta para a bicicleta em cima do teto do carro e da risada.... fui até o centro e parei na praca Nazarenas, um quarteirão da praça das armas.

Agora o objetivo era arrumar um lugar para comer, pois já eram duas da tarde e eu não tinha comido nada desde o café da manha, arrumar um lugar para ficar, achar uma bicicletaria para arrumar a bike , uma garagem para o carro e comprar o tour mais importante da viagem, Machu Picchu!

Deu trabalho... puts.... a comida e o hotel foram fáceis, mas para achar uma bicilcetaria em Cusco foi complicado, andei o centro todo procurando e quando achei tive que voltar até o carro para buscar a bike e levar de volta na bicicletaria. O bom que nisso, eu fui conhecendo a cidade.

O tour para Machu Picchu tambem não foi facil, estamos em alta temporada por aqui, e achar apenas um lugar para ir a Machu Pichhu só foi possível para o domingo dia 05 por um preço bem salgado. Tudo lotado! Machu Picchu, aplica um tipo de turismo sustentável e por isso tem um limite de capacidade de carga por dia, 500 pessoas por dia e o máximo.

Chegar em Machu Picchu tambem não e simples, mas graças ao tour vai facilitar minha vida, o pessoal vai passar para me pegar no hotel e me levar ate a estação de trem em Ollantaytambo, depois um trem até Águas Calientes, de Águas Calientes um outro onibus que sobe ate Machu Picchu e para entrar, o ingresso de Machu Pichu. Isso vai durar umas 4 horas para ir e mais 4 horas para voltar, cansativo, mas não e nada perto de ver Machu Picchu.

A guia do tour foi muito simpática, e me deu algumas dicas de como chegar a Paracas (já no litoral do pacífico) meu próximo destino, pois o meu mapa mostrando meu trajeto daqui para Paracas, estava incorreto, tinha traçado um trajeto mais curto, mas muito pior. Outra dica que ela me deu, para ficar mais um dia em Cusco, e sair descançado na madrugada, pois tem um trecho na estrada, uma cidade chamada Puquio, que é muito alta e fria, disse que alguns carros costumam ter problemas com a neve, saindo de madrugada de Cusco, vou passar por essa cidade no começo da tarde onde o frio já vai estar mais ameno e qualquer coisa que aconteça com o carro, vai ser mais fácil achar ajuda.

Resolvido tudo isso, ja era tarde. Sai para comer em um Pub Irlandes do lado do hotel e depois fui ate Mama Africa kkkk que e uma balada aqui de Cusco para tomar uma cerveja.

Agora estou indo dormir, porque amanha vou para o Vale Sagrado e eu estou muito cansado.

Aqui vai uma dica muito importante para quem vem a Bolivia e Peru no inverno, trazer manteiga de cacau para passar nos lábios, um dia sem usar isso, na primeira risada que der, vai sentir uma dor horrivel, porque seus labios irão se rasgar.

 

Abração a todos.

 

Décimo Quinto Dia - 02/08/2012 PUNO ( Ilhas de Uros e Ilha de Taquile)

 

Segundo dia em Puno, cidade turística no Peru que fica as margens do lago Titicaca, o lago navegável mais alto do mundo.

Levantei logo cedo, deixei minhas roupas para lavar no hotel e tomei um ótimo café da manhã ao lado de animais da região, o hotel Eco Inn Puno que é um dos patrocinadores da viagem, tem ao lado do restaurante separado por um vidro enorme, um mine zoológico com animais típicos da região.

Após o café peguei um taxi e fui para o centro da cidade caçar um tour mais econômico, para conhecer as ilhas do lago Ttiticaca.

Dei muita sorte, chegando no porto de Puno de onde saem as embarcações, achei um tour mais completo do que eu tinha visto e que estava de saída pela metade do preço.

No porto, tinha uma embarcação trazida da Inglaterra em pedaços em 1862 de nome M.N. Yavari, as peças vieram até Lima e depois trazidas em mulas atravessando os andes até Puno para serem montadas. Inacreditável!

O tour foi direto as ilhas de Uros, que ao todo são mais de 48 ilhas.

Uros são ilhas artificiais feitas a base de totora, uma vegetação típica do lago Titicaca que unidas com raiz de plantas e folhas da totora, flutuam sobre a água formando as ilhas, que hoje é usada como turismo, mas antigamente na era pré colombiana foi usada como segurança pois o inimigo não tinha acesso as ilhas.

Fantástico, fiquei nas ilhas por 1 hora, conheci as casas, embarcações, mesas, camas, todos feitos com folhas de totora.

As histórias e costumes são muito interessantes... cada ilha tem um chefe (um prefeito), se ele não esta, quem comanda e a esposa dele. Que nesse caso quem estava no comando era Roxanne, mulher do chefe da ilha, que foi muito simpática.

Perguntei ao guia, no caso de eu precisar ir ao banheiro para fazer o número 2, como é feito ?

Ele disse: - Tem que pegar o barco e ir em um lugar só pra isso, quanto maior a dor de barriga, mais rápido tens que remar. kkkkk

Depois das ilhas de Uros seguimos para a Ilha de Taquile, 3 horas de viagem em uma embarcação bem simples, agora sim, deu para ter idéia do quanto é grande o Titicaca. 164 Km de comprimento e 64 Km de largura.

Chegando a ilha de Taquile, começou meu sofrimento, a vila da ilha fica no alto de uma montanha a 190 metros acima do lago, com 540 degraus de ostáculos!

A subida bem lenta e muito cansativa por causa da altitude,  mas fui acompanhando a vida diária dos Taquilenos ao longo do trajeto, que é bem simples e parece estar desligada da vida atual que vivemos.

Chegando na vila central de Taquile, dei muita sorte, estava tendo uma das festa mais importantes da ilha que acontece durante 10 dias seguidos do ano, pude acompanhar durante alguns minutos a cultura daquele povo. Cada dia tem uma música e danças diferentes. Os chefes da ilha são identificados na ilha com chapéus pretos na cabeça e suas mulheres por usarem roupas pretas. Estavam todos na festa analisando as danças e músicas.

A volta da festa, haviam várias barraquinhas vendendo artesanato da ilha e uma coisa me chamou atenção.A ilha tem um princípio de companherismo e reciprocidade muito forte, percebi isso quando comprei um chapéu da ilha para meu pai e nele havia marcado um número, o número indicava para qual família, ia o dinheiro do chepéu que eu tinha acabado de comprar.

Isso fazia com que a renda fosse melhor ditribuída na ilha. Na ilha todos são uma só família. Um ajuda o outro como irmãos. E 90% dos habitantes da ilha são católicos.

Depois da festa, fomos levados a um restaurante na ilha pelo guia, lá comi o menu principal, sopa de Quínua (cereal andino) e truta do lago Titicaca que estava muuito bom!

Bateu uma canceira absurda, isso que quando eu tinha terminado de subir todos os degrais para chegar a vila da ilha, depois subi mais um pouco, para chegar no restaurante, estava quase caindo chão, sem brincadeira, minha visão começou a mudar de cor e a tontura me fez apoiar nas paredes do restaurante, mas logo passou. 

Fechei o almoço com um chá bem quente de coca, para dar mais energia para a volta, a final agora faltavam mais 3 horas de navegação ate chegar em Puno, fora as escadarias para chegar ao porto da ilha novamente, tudo que sobe tem que descer!

A volta foi bem tranquila, até demais, o barquinho veio bem devagar, e eu vim “pescando” no lago titicaca, um sono absurdo, devo ter roncado muito!

Chegando em Puno novamente, peguei um tricíclo que é muito usado como meio de trasnporte no Peru, para ir até o centro conhecer alguns pontos turísticos e passar de um banco para sacar dinheiro.

Fui até a praça das armas, catedral, parque pino e santuario de la virgen de candelaria. Dei uma volta pelo centro de Puno e voltei para o hotel, a bateria da máquina tinha acabado e eu precisava dormir cedo pois amanhã tenho 8 horas de viagem até Cuzco. 

A lua estava cheia novamente, formando um cenário maravilhoso no lago, o que fez eu subir rápido para meu quarto no hotel, dar uma carga de 5 min na bateria da máquina fotográfica e voltar correndo para  frente do lago tirar uma foto no modo noturno.

Jantei no próprio hotel e voltei para o quarto.

Agora pretendo dormir cedo, para um dia bem longo que será o de amanhã.

Grande abraço a todos!

 

 

Mini zoológico do lado do restaurante do hotel com animais típicos da região.

 

Caminho para as Ilhas de Uros e Taquile, ao fundo a cidade de Puno.

 

 

Roxanne, a esposa do chefe da ilha que eu visitei. Era ela quem estava no comando porque seu esposo não estava.

Muito simpática, estava me mostrando os tecidos de mesa que estava vendendo.

 

E dentro da casa de Roxanne feita inteira de totora. Reparem que na fundação das casas, ela é mais reforçada para aguentar o peso da casa.

 

Um passarinho muito simpático da ilha de Uros.

 

 

Ilhas de Uros, estou em cima de uma embarcação feita somente com folhas de totora.

 

Chegando a ilha de Taquile depois de 3 horas de viagem.

 

Os arcos na ilha Taquile representam a divisão de distritos, e as cabeças com chapéis são os chefes de de cada distrito.

 

Principal festa da Ilha de Taquile, vila central, festa de San Francisco.

 

Os chefes da Ilha e suas esposas com suas crianças assistindo o espetáculo de San Francisco.

 

As crianças da ilha de Taquile ainda brincam de bola de gude.

 

 Descendo as escadarias da ilha de Taquile com o chapéu novo que eu tinha acabado de comprar. Ao lado esquerdo da foto é possível ver o porto da ilha, láaaa em baixo.

 

Triciclo táxi, veículo comum pelas ruas do Peru. Usei ele para ir do porto de Puno ao centro da cidade.

 

Praça da Armas, Puno.

 

Lago Titicaca em noite de lua cheia.

 

 

 

Décimo Quarto Dia - 01/08/2012 La Paz - Tiwanaku, Desaguadero e Puno

 

Vinte minutos antes de tocar o dispertador já estava de pé arrumando minhas coisas para sair de La Paz em direção a Tiwanaku, mas antes, tinha uma reunião com a dona hotel para eu explicar meus projetos e como seriam as divulgações.

Quando era 10:30 da manhã já estava com a Velhoster no meio do formigueiro chamado La Paz, tentando achar uma saída para Tiwanaku. Quase impossível... kkkk

Ao pedir informação a um policial, ele me disse que estava indo para o mesmo sentido, que se eu desse uma carona a ele, me levaria até a saída da cidade.

Fiquei meio preocupado no começo, mas não podia falar não... O policial foi muito gente boa, ele foi me fazendo milhares de perguntas, que eu tentava não contar exatamente o que eu estava fazendo, para não dispertar nenhum tipo de interesse.. mas deu tudo certo, e depois de subir por várias ruas super ingrimes de La Paz, cheguei até a avenida que eu tinha que seguir adiante e ele tinha que descer.

Não me cobrou nada por isso, mas me senti na obrigação de lhe dar um cafézinho pela ajuda. Tinha me ajudado muito. Puxei minha carteira falsa com 20 bolivianos dentro e dei tudo que eu tinha a ele kkkkkk ele ficou muito grato e me perguntou se eu não ia ficar sem nada na carteira kkkkkk disse que depois eu dava um jeito.

La Paz fica praticamente em um buraco, rodeada de montanhas, centro de La Paz fica a uma altitude de aproximandamente 3600 metros e sua volta com mais de 4000 metros de altitude.

Depois fui seguindo por onde ele tinha me indicado. Mas em uma parte da “estrada” que não se parece com estrada e sim uma enorme feira bem desorganizada, se dividia em duas partes, uma que vai por Tiwanaku e outra que vai por Copacabana, eu tinha que pegar a primeira opção, mas no meio daquela confusão acabei indo pela segunda opção e rodei uns 15 no sentido errado... e me fez ficar mais atrasado do que eu já estava, pois meu destino final era Puno no Peru. E para isso tinha que passar por Tiwanaku e fazer imigração no Peru antes de seguir a Puno.

Fiz meia volta na pista e voltei até o caminho que eu queria, pois queria visitar o sítio arqueológico de Tiwanaku.

A pista estava boa em comparação com as que eu vinha andando pela Bolívia e logo cheguei a Tiwanaku.

Lugar fantástico, lá foi possível ver, a que foi uma, das principais civilizações precusoras do império Inca, 1500 anos antes de Cristo. O complexo arquelógico possui uma piramide chamada de Akapana e que ainda esta sendo restaurada.

O que me chamou mais atenção, foi o portal do sol. Esculpido em uma única pedra maciça com 3 metros de altura e 4 metros de largura com vários desenhos esculpidos.

Sua função é um mistério até hoje, muitos dizem que esse portal era como um tele-trasporte.... realmente de olhar ele de perto é de arrepiar, esse povo que vivera aqui tinha certos poderes e conhecimentos que a gente nem faz ideia.

Após as minhas visitas ao complexo arqueológico que não é pequeno e esta dividido em 4 partes, o Kalasasaya (onde esta a pirâmide, portal do sol, e a estatua Estela), Museu Litico, Museu Ceramico e Puma Punku. Parei para comer em um restaurante na saída da cidade, já eram 15:00.

Saindo de Tiwanaku rodei 20 minutos antes de ser parado em um comando policial. Pensei: - Puts, já estava quase saindo da Bolivia.

Todos os policiais eram novos e foram revistando meu carro inteiro sem pedir permisão. Mexeram nas minhas coisas e ficavam me perguntando o que eu estava levando até eles descubrirem que eu tava com um galão de quase 40 litros de gasolina dentro do carro. kkkkk

Um deles disse que isso era proibido na Bolívia....... e eu expliquei, que eu passei por lugares muito pequenos na Bolívia e que carregar combustível era mais seguro... bla bla bla, e no final imendei que a minha irmã tinha se casado com um Boliviano Fernando La Roca em La Paz e que eu tava indo visitar um amigo em Puno e voltaria para La Paz na casa dela. Kkkkkk

Só sei que no final o policial me deixou abastecer o carro com a gasolina do galão... e depois tomou o galão de mim com uns 15 litros dentro. Mas deixou eu ir embora na boa kkkk sem cobrar nada.... kkk beleza. Vitão, depois eu compro outro galão para você meu filho. kkkkk O galão era do Vitor Dosualdo.... kkkk galão foi muito útil na viagem.

Até chegar na fronteira fui parado por mais dois comandos.... puts só porque eu tava com pressa, mas a histórinha da minha irma com o Fernando La Roca me salvou em todas kkkk e logo tava na imigração Peruana em Desaguadero.

Dai foi tudo tranquilo até descobrir que eu não tinha passado na imigração Boliviana para carimbar no meu passaporte com a minha saída da Bolívia.... puts, toca eu voltar para a Bolívia para carimbar a minha saída, mas desta vez foi a pé kkkkk foi só atrevesar a ponte.

De volta no Peru, agora sim, com o passaporte carimbado mostrando a minha saída da Bolívia peguei o meu visto Peruano. Agora só faltava registrar a entrada do carro no Peru.

Entrei na salinha da imigração para registrar o carro e um guarda começou a tirar uma coma minha cara, dizendo que: tanto carro bom no Brasil e eu viajando com aquela porcaria, que eu não ia conseguir chegar a Machu Picchu por que o carro ia quebrar. Se eu não vendia o carro por 500 dólares.... e a galera em volta dando risada. E eu também, é claro.... não ia dizer para ele, que a mãe dele adorava dar uma volta no carro. kkkkk

O bom que eu descobri que atravesando a fonteira o relogio atrasa mais 1 hora por causa do fuso, e então eu ganhei mais 1 hora, para ir com mais calma.

Fui até o centro de Desaguadero, na parte peruana para tirar cópias da autorização do veículo, e logo estava na estrada peruana rumo a Puno..... mas não rodei 10 minutos e fui parado em um comando policial Peruano.... kkkkkkkk é hojeeeee!

Mas até o policial ficou com preguiça.... olhou dentro do carro aquela puta bagunça de papel, sujeira, mochila...... ele olhou para a minha cara e mandou eu seguir adiante.

A estrada muito bonita, como de costume por aqui, margeando o lago Titicaca, que é o lago navegável mais alto do mundo e ao fundo montanhas com os picos nevados.... maravilhoso.

Depois de algumas horas cheguei a Puno, e pedindo algumas informações logo cheguei ao Hotel Eco Inn, um dos hotéis patrocinadores da viagem que esta muito bem localizado em frente ao lago Titicaca.

Excelente hotel, meu quarto tem a janela virada para o lago, que é possível ver ele muito bem agora a noite, por causa da lua cheia.

Comi aqui no hotel mesmo um prato delicioso com Salmão do próprio lago Titicaca, assim ganhei tempo para acessar a internet.

Agora estou indo tomar um banho e dormir, porque o objetivo amanhã vai ser visitar as ilhas flutuantes de Uros.

 

Grande abraço a todos.

Em frente ao Hotel Calacoto em La Paz.

 

Formigueiro chamado La Paz. A paisagem de La Paz é fantástica.

 

Trecho da estrada que liga La Paz a Tiwanaku. Pura confusão.

 

Tiwanaku, sítio arqueológico Kalasasaya. 

Reparem no encaixe das pedras e as cabeças na parede.

 

Portal do Sol, sítio arqueológico Kalasasaya.

 

Estátua Estela, esculpida em uma pedra única maciça a 1500 anos antes de Cristo.

 

Pirâmide de Akapana.

 

Lago Titicaca, o lago navegável mais alto do mundo, com as montanhas de pico nevados ao funto! Fantástico!

 

Fronteira entre Bolívia e Peru.

 

Trechos da estrada entre Desaguadero e Puno.

 

Salmão direto do lago Titicaca..... muito bom!

 

Décimo Terceiro Dia - 31/07/2012 / La Paz - Coroíco - Estrada da Morte

 Lá estava eu levantando as 5 da manhã, para fazer um dos tours de bicicleta mais esperados da viagem. A descida de La Paz a Coroíco, pela Estrada da Morte.

 

Peguei meus acessorios de frio e vento, tomei café da manhã e fiquei esperando o tour na recepção do hotel que atrasou em 1 hora.

Mas deu tudo certo, uma das funcionárias da agência de turismo especializada nesse passseio, passou do hotel com uma perua e que me deu uma carona junto com a bike até a sede da agência na região central de La Paz.

 

Lá recebi algumas instruções e acessórios de segurança como capacete, cotuveleiras, joelheiras e luvas. Depois disso já estávamos na estrada em direçao ao topo da montanha com uma VAN de 10 passageiros com várias bicicletas no teto, para começar a descida.

 

Subimos muito.... 4800 metros de altitude, o frio na barriga era grande. E a Vam estacionou em uma área grande no acostamento. Pessoal não acreditava que eu ia descer com uma barra forte kkkk todos com bicicletas caríssimas full supension com freios a disco nas duas rodas e eu com uma bike de 100 reais... kkkkk

 

Tivemos uns 20 min de instruções muito importantes sobre alguns detalhes dessa estrada, como por exemplo: em alguns trechos da estrada ela fica mão Inglesa, você diririge pela esquerda e ultrapassa pela direita, isso porque, o motorista possa ver por onde esta passando com as rodas perto do precipício, pois a estrada e muito estreita. Trajeto, saída a 4800 metros de altitude e chegada a um povoado perto de Coroíco a 1200 metros com percurso total de 70 KM! O primeiro trecho da descida é de asfalto e tem uns 15 kilometros o segundo trecho é mais perigoso, de terra com cachoeiras caindo na pista e muitas pedras.

 

A beleza do lugar é única. Simplesmente maravilhoso!

 

Dada a largada, o guia do trajeto foi na frente já com o peito no guidão da bike para ganhar velocidade e o pessoal foi indo atrás em fila Indiana, eu antes de sair, dei uma murchada nos pneus para amortecer mais as irregularidades da pista e para não ganhar muita velocidade.

 

Meu amigo, que passéio radical kkkkkk valeu cada centavo gasto, eu com os meus 105 KG e mais a bike inteira de ferro, fomos ganhando velocidade e quando vi o velocímetro da bike já estava marcando 70 KM/H …. kkkkkk essa velocidade em uma Barra Forte é coisa pra caramba! E logo fui podando todo mundo, pois estava com muito mais peso que os outros, quando vi já estava atrás do guia que tentava ganhar na velocidade comigo. Kkkkkkkk

 

Com a velocidade do vento e com a trepidação da alta velocidade o sensor do velocimetro saiu do lugar e a velocidade parou de ser marcada, mas na disputa de velocidade entre eu e o guia do grupo tenho certeza que passamos dos 70 KM/H.

 

Depois dos primeiros 15 Km, fizemos uma pausa antes de entrar nas pista mais perigosas, a famosa estrada da morte, que é a antiga estrada que liga La Paz a Coroíco que hoje é desativada e seu uso é para o turismo somente.

 

Fizemos um lanche, batemos algumas fotos e logo já estavamos descendo novamente.

 

A descida é absurda, é tão forte, que por rodar muito tempo com o freio apertado, a roda esquentou muito, fazendo com que os buracos e pedras da pista entortassem a borda da roda com facilidade.

 

No final do percurso, estava com a roda completamente destruída, sapata de freio derretida e com o pneu traseiro furado... kkkk Mas cheguei no final do percurso!

 

Final do percurso, chegamos a um bar, onde cada um conta como foi sua descida e aproveita para tomar alguma coisa com os novos amigos.

 

Depois fomos a uma pequena chácara almoçar, comida a vontade por conta do Tour.... eita que beleza!

 

Na volta com 3 horas de La Paz, estava muito cansado, por causa do frio e do esforço de ter que muitas vezes ficar em pé na bike para enfrentar as curvas e buracos.

 

Cheguamos em La Paz 8 horas da noite e fomos direto para a agencia de turismo, ganhei uma camiseta em homenagem a coclusão de percurso da Estrada da Morte e também um CD com as fotos do trajeto.

 

Vim para o hotel, tomei banho bem quente digno de quem estava muito cansado e sai para comprar alguma coisa para comer.

Agora já estou indo deitar, preciso dormir porque amanhã vou tentar esticar até o Peru passando por Tiwanaku.

 

Grande abraço a todos.

 

 

Trechos da estrada que liga La Paz a Coroíco Bolívia

 

Eu me preparando para fazer a descida da estrada da morte.

 

Tava muito frio.

 

Olha eu ai, descendo feito uma Scania sem freio  a mais de 70 Km/H.

 

Trecho de descida da parte asfaltada.

 

Estrada da Morte.... muito perigosa mas a paisagem é fantástica.

 

 

A turma reunida para bater umas fotos.

 

 

Quase dividindo a bicicleta em duas partes.

 

 Pessoal sentado no barzinho, final do percurso.

 

 

 

Décimo Segundo Dia - 30/07/2012 / Oruro a La Paz

 

 

Finalmente Rumo a La Paz, acabei saindo um pouco tarde de Oruro.

A estrada é por cima das cordilheiras, agora sem ficar descendo e subindo, uma linha quase reta, a 4000 metros de altitude com ventos contra muito fortes, que quase tiravam a Velhoster da pista. Tive que vir em terceira marcha a 70 Km/H, isso atrasou ainda mais a chegada em La Paz.

Chegando em La Paz estava nevando com chuva, temperaturas muito baixas. A cidade fica em um buraco, rodeada por montanhas. Paisagem da cidade é maravilhosa, mas como o trânsito estava intenso e aqui a lei é do mais abusado, não consegui tirar umas fotos legais da paisagem da cidade.

Tentar achar o hotel foi complicado, porque o Hotel Calacoto que é um dos patrocinadores da viagem, fica em uma região muito bonita e nobre da cidade, mas do lado oposto de onde eu havia chegado.

Pensei, vou dirigir até o centro de La Paz, paro o carro e pesso informações, se eu ver que vai ser impossível de chegar eu pago um taxi eu vou seguindo ele até o hotel.

Mas chegar ao centro da segunda maior cidade da Bolívia com 1 milhão de habitantes e com um transito caótico não é nada fácil, ainda mais com o carro falhando por causa da altitude.

Cheguei e parei o carro em uma avenida principal de La Paz, desci do carro e já fui abordado por dois policiais kkkk.. que me pediram a documentação, entreguei para ele sem problemas e logo me liberou, mas um deles ficou ali me perguntando o que eu ia fazer.

Eu disse que ia parar para comer por uns 20 minutos e já estava de saída. Ele me disse que seu pagasse uma propina me deixava parar o carro ali pois era ele que comandava aquela região.

Como eu tava muito apertado para ir ao banheiro disse a ele que tudo bem, mas que só pagaria quando eu voltasse... mas ele queria o dinheiro adiantado, disse que não, que quando voltasse entregava o dinheiro. Depois de muita insistência ele desistiu de querer o dinheiro adiantado.

Fiquei meio preocupado... porque as vezes os caras iam guinchar meu carro de sacanagem, dai usei meu truque para escapar dos flanelinhas no Brasil.... kkkkkkk dei a volta no quarteirão e como o guarda tinha me visto descer a rua, não imaginou que eu ia vir por cima kkkkkk vim escondido por de tras de outros carro ali parado, entrei na Velhoster, dei partida e sumi! kkkkkk fueeeeuuuuuu

Achei melhor seguir adiante e pegar informações no transito mesmo, mas eu tava no caminho correto, seguindo as placas acabei chegando no bairro certo e parei, bem na frente do Burguer King... puts perfeito, era tudo que eu queria, banheiro e um Buguer King.

Depois de comer e usar o banheiro, peguei informações no Buguer King mesmo e logo estava no Hotel Calacoto, fui muito bem atendido e mesmo estando atrasado, eles refizeram as minhas reservas e me deram um quarto.

Hotel muito bonito e excelente atendimento, esta muito bem localizado em La Paz em uma região nobre da cidade perto de centros comerciais. Nesse hotel você pode aproveitar durante o dia o agito da cidade passeando por pontos turísticos e a noite voltar para o hotel e descansar em um lugar mais tranquilo.

Dentro do hotel tem uma agência de turismo onde eu já reservei meu lugar no transporte para a Estrada da Morte amanhã... kkkk quero ver a cara do pessoal na estrada, a hora que eu podar a turma toda equipada com Mountain Bikes e eu com uma Barra Forte Azul kkkk vai ser muito massa. É como ultrapassar uma Ferrari com um Fusca.

Final da tarde depois de tudo resolvido, peguei um taxi e fui conhecer os pontos turísiticos centrais de La Paz, Mercado das Bruxas, Igreja San Francisco, Praça Murrilo entre outros... depois ficou tarde e eu peguei um taxi de volta para o hotel.

Precisava deixar a bike pronta para o dia seguinte, pois 6 horas da manhã a van do tour vai passar do hotel para me levar até o topo da montanha. A saída de bike será de 4900 metros de altitude em rumo a Coroico que fica a 1500 metros. Huhuuuuu

Agora estou indo dormir porque já são 1 da manhã .

Abraço a todos

 

Trecho da estrada entre Oruro a La Paz

 

Transito Maluco da Bolívia.

 

Hotel Calacoto

 

Igreja de San Francisco, La Paz

 

Mercado das Bruxas, alguns animais empalhados. Muito sinistro.

 

Praça Murillo e ao fundo o Congresso Nacional da Bolívia

 

Prefeitura de La Paz

 

Décimo Primeiro Dia - 29/07/2012 / Potosí - Oruro

 

Vida noturna de Potosí e bem agitada, Saul me levou conhecer uma casa noturna chamada Killa ontem a noite, muito legal, idéntica as nossas no Brasil mas com um estilo de dança bem diferente.

Voltamos cedo, porque dentro da balada, ele disse que eu precisava conhecer um ponto turístico em Potosí muito importante, um balneário com águas thermais que ficava na cidade de Mira Flores, 15 min de Potosí.

Por isso, decidi acordar mais cedo para ir ao balneário antes de pegar estrada para La Paz, 7 da manhã já estava de pé.

Arrumei todas as minhas coisas, que não foram poucas, porque precisei tirar uma boa parte do carro para ir ao mecâcico no dia anterior.

Foi muito cansativo, por causa da altitude, tive que subir e descer as escada várias vezes do hotel, e cada vez que eu subia as escadas, tinha que ficar sentado por uns 5 min.

Foram muitos os contratempos antes de cair na estrada, tinha deixado minhas roupas sujas com a lavadeira do hotel, que demorou a me entregar as roupas. Quando me entregou, parecia que ela tinha usado sabão com ação nuclear kkkk a minha calça que era marrom ficou dourada, minha blusa de frio, surgiu um buraco bem na barriga, as meias e cuecas ficaram duras, dava para deixar elas em pé no armário kkkk e ainda por cima a mulher queria me cobrar mais, por que ela precisou comprar um sabão novo! E eu com isso ? Isso também acontece no Brasil, mas só porque você não fala muito bem a língua, muita gente quer bancar o esperto com você. Como se o sabão fosse só para as minhas roupas.

Depois foi para tirar o carro do hotel, tinham vários carros atrás do meu, que me impossibilitava de sair da vaga.

Minha idéia era estar no balneário umas 9 da manhã... mas 10:30 e eu ainda estava calibrando os pneus do carro, que na Bolívia, tem um cara especializado só para isso. Gomerias são os lugares onde se calibra e concerta os pneus.

Finalmente na estrada em direção ao Balneário, que era o mesmo caminho que eu deveria tomar para ir a La Paz, fomos visitanto alguns pontos turísticos, como a Caverna del Diablo, um lugar muito bonito na estrada e que tem uma lenda de que o Diabo esta lá dentro, na frente dela, tinha até uma macumbinha fresca com as velas acesas. Bati algumas fotos e continuamos caminho aos balneários.

Chegamos aos balneários, fantástico, incrível.... uma cachoeira que brota das montanhas com águas a quase 100 graus celcius e que alimenta as piscinas dos balneários.

É uma pena que a Bolívia, ainda não tenha acordado para o planejamento turístico. A falta de infraestrutura turística é enorme e estraga o lugar. A sujeira e a confusão já fazem parte do cenário turístico, a degradação é inevitável. Não que o Brasil seja um exemplo nisso. 

Depois, fomos conhecer a Laguna, um lugar sagrado com várias lendas. Lá estava a Velhoster de novo nas pistas de terra cheias de obstáculos.

A Laguna fora um lugar onde o exercíto Inca iam se banhar, fica no topo de uma montanha com águas vulcânicas bem quentes. Existe uma fenda geológica dentro do lago, que suga as pessoas para o fundo da lagoa quando estão nadando, por isso o lago tem duas cordas a longo dele, para que as pessoas se apeguem a elas caso o lago sugue quem esteja nadando.

Na Laguna foram feitos muito sacrifícios aos Deuses...é considerado para o povo local um lugar sagrado e no topo das montanhas que a cercam, existema várias tumbas com múmias do exército Inca.

Um pouco mais a baixo da Laguna, existe uma outra lagoa um pouco menor com águas bem mais quentes, já em fase de ebulição, onde se diz que o chefe do exército Inca se banhava, a lago também tem o poder sugar as pessoas para o fundo.

Haviam várias pessoas com roupas pretas em frente ao lago. Saul disse, que quando uma pessoa morre, o resto da família se veste de preto em frente ao lago e queima todos os pertences da pessoa falecida, menos o dinheiro kkkk brincadeira, o dinheiro eu não sei. Mas será que eles queimam uma nota de 100 Bolivianos da pessoa falecida ? kkkkk eu duviiiiido!

Ao fundo do lago, tem uma pequena casa já bem degradada, que pertencia ao chefe do exército inca.

Pronto, já eram quase 14hs da tarde e eu precisava ir embora urgênte. Tive que voltar a Potosí para deixar Saul e abastecer o carro.

 Agradeci Saul mais uma vez por tudo, foi um grande amigo que fiz na Bolívia.... ele me deu um bone de presente e eu fiquei de ajudar a exportar um escape da Brasília para ele. kkk

Feito isso, lá estava eu acelerando a Brasuca na serra de 4400 metros de altituude em direção a Oruro. Já sabia que não ia dar tempo de esticar direto até La Paz. Até porque a estrada era muito sinuosa e o fato de estar nessa altitude, o carro perde muita força, porque falta ar para a queima do combutível.

Depois de umas 4 horas para rodar 250 Km, finalmente cheguei a Oruro. Fui entrando bem tranquilo e quando vi estava rampando uma lombada das grandes, da cor do asfalto... kkkk puta que pariu....... lá tava eu de novo com o capo aberto, pisca ligado, caixa de ferramenta na mão... arrumando o bagageiro, não sei como a bike e o step, não sairam voando kkkk

Beleza... feito isso, fui andar de carro pela cidade para achar um hotel. Oruro é uma das cidades que eu vi na Bolívia mais organizadas, as ruas tem sentido, semáforos, faixas...e algumas ruas centrais tem um mapa turístico informando sua localização e onde estão todos os atrativos da cidade. Andei por alguns minutos e fiz como de sempre, parei bem no centro e fui andar a pé... até achar o hotel Claymor, hotel simples, limpo e pessoal muito simpático. 

Depois voltei para uma das ruas principais de Oruro para achar alguma coisa para comer. Andando vi um restaurante bem cheio, e isso é bom, porque mostra uma boa rotatividade da comida, é mais difícil de eu pegar alguma comida estragada. O restaurante chamava "Casa Del Silpancho".

Entrei no restaurante, todo mundo me olhando kkkk fui até o balcão e pedi a "Carta".... a garçonete virou-se para mim e disse: - Aqui só servimos Pancho !  Respondi: - O que és um Pancho ? kkkkk  É um prato com um ovo e uma carne bem fina por cima do arroz, batatas e verduras. Muito bom!

Depois dei uma caminhada pela cidade antes de voltar ao hotel, visitei alguns pontos turísticos da cidade como a prefeitura, catedral da cidade, cassino e outros. Mas já era tarde, quase 10 horas da noite e estava muito frio. Voltei para o hotel para tomar banho e descançar pois no dia seguinte mais 200 Km em direção a La Paz.

Abração a todos.

Tomando uma Pacenã na balada Killa.

Pela minha cara, tava cansado pra caramba por causa da altitude. 

 

Caverna do Diablo, trecho da estrada que liga aos balneários em Mira Flores perto de Potosí. A caverna fica do lado esquerdo da foto.

 

Porta de entrada para a caverna do diablo, onde se diz que o Diabo mora. Abaixo, do lado direito, uma macumbinha... tinha um nome escrito de uma pessoa de Araraquara kkkk brincadeira.

Se ele mora ai ou não... achei melhor visitar um outro dia. kkkk Sai fora, prefiro ver mulher pelada! kkkkk

 

Cachoeira que brota das montanhas com águas bem quentes e que alimenta os balneários de Mira Flores.

 

Balneários com águas termais e medicinais.

 

Laguna Sagrada

Lago onde o exército Inca se banhava, lago sagrado onde foram feito vários sacrifícios aos Deuses. No fundo deste lago existe uma fenda geológica que suga as pessoas que estão nadando. Tem 22 metros de profundidade.

 

Essa foto é rica em detalhes:

1 - O lago na foto era onde o chefe Inca se banhava, sua água esta em fase de embulição e chegando perto dele era possível ver as bolhas. Ele também tem falhas geológicas que sugam as pessoas para o fundo.

2 - Do lado direito do lago, tem as pessoas de preto que estão queimando as coisas da pessoa falecída da família em um ritual sagrado.

3- Nas montanhas ao fundo da foto, estão várias tumbas com as múmias de soldados Incas.

4 - Ao lado direito, depois das pessoas de preto, bem no fim da foto, tem uma pequena casa que se diz ser do chefe Inca.

 

Trecho da estrada de terra para chegar a Laguna.

 

Trecho da estrada entre Potosí a Oruro.

 

Um Pancho! kkkk

 

Prefeitura de Oruro.

 

Praça das Armas em Oruro.

 

 

 

 

Décimo dia - 28/07/2012 / Potosí, dia livre para arrumar o carro e sair pela cidade.

  Levantei as 7 da manhã, ainda com sintomas da altitude.

Para escovar os dentes eu fico cansado como se tivesse jogado uma partida de futebol, dor de cabeça, falta de ar e muita fadiga.

Mas, bola para frente, o dia ia ser longo, tomei uma porcaria de café da manhã no hotel, pedi um chocolate quente, a mulher colocou Tody em uma chicara com água quente e me deu kkkkk pensei comigo, Hotel “mão de vaca” nem para colocar um leitinho.... dai ao meu lado, no restaurante do hotel uma família de argentinos reclamando da mesma coisa.

Depois esperei Saul que ficou de me mostrar o caminho para chegar no Taller Mecanico (mecanico de carros).

Beleza, Saul chegou no horário combinado e fui acompanhando ele até a oficina, mas ela ainda estava fechada. Ele me disse que tinha que trabalhar e que eu devia ficar esperando a ofina abrir para começar o serviço, trocar as buchas do motor e da caixa de transmissão... que em espanhol são chamados de Tacos.

Tive que esperar uma hora, chegaram os mecânicos e logo foram fazendo o serviço. Foi muito assustador ver trocar os tacos kkkkk pois foi preciso desmontar boa parte do carro para fazer isso, inclusive tirar o motor fora. Na minha cabeça eu ficava rezando para que ele fizesse o serviço direito...

Quando era meio dia o carro estava pronto, mas depois de montar tudo, sobraram dois parafusos e uma arruela no chão kkkkkkkkkkkk e agora ? Vou falar o que para o cara ? Ainda mostrei para ele que tinha sobrado e ele disse que não era nada. kkkkkkkkkkk

Mas em geral ele foi muito copetente, era possível ver o quanto ele entendia desses carros... no meio tempo em que ele ficava fazendo o serviço, fui conversar um pouco com o dono da oficina, um senhor muito simpático de oitenta anos muito forte, que me contou várias histórias.

Dei muita risada quando descobri que ele foi campeão nacional de corridas de Brasílias em 1995 kkkkkkk isso mesmo. O cara era piloto de corrida aqui na Bolívia de Brasílias..... ele me mostrou fotos e fiquei pasmo. Ele mesmo tem 3 Brasílias. kkk Me disse que a Brasília dele chegava fácil aos 160 Km/H nessas porcarias de estradas aqui da Bolivia.....

Bom depois que o carro ficou pronto voltei ao hotel e encontrei com Sergio e Eliane de saída para Uyuni, os dois brasileiros que estavam de moto fazendo um roteiro parecido com o meu. Ele estava preocupado com com a capacidade de carga de um pneu que tinha comprado para a moto em Sucre. Me disse que a moto esta com 500 Kg de carga.... imagina isso !.... se ela deitar no chão, como e que levanta a moto ?

Dei uma dormida de umas 2 horas que me ajudou muito, estava muito debilitado por causa da altitude.

No final da tarde me encotrei de novo com Saul, fui ao banco sacar uma grana e ele me mostrou mais alguns pontos turísticos da cidade, inclusive um feira, parecida com a do Carmo que tem em Araraquara, só que um pouco maior, essa feira acontece todos os finais de semana e nela você pode comprar roupas, pimentas, eletrônicos e muitas outras coisas. Comprei um poster do Ivo Morales para o meu irmão kkkk

Como a cidade e cheia de ladeiras, achei melhor pegar um ônibus para voltar ao hotel, se para escovar os dentes parece que eu jogei uma partida de futebol, imagina subir uma ladeira de uns 5 quarteirões... puts nem pensar, fora que era umas 6 da tarde e já estava 0 grau. Estava sem condições.

Nisso passou um cara com uma Hummer H2 um Jeep muito caro e raro de ser visto, isso que pela manhã eu tinha visto um outro cara com um Toyta Supra Turbo.... tem muita gente rica por aqui, por causa das minas de prata entre outros minérios na região.

 Mas a diferença social é gigantesca, é um cara andando com um carro de quase 500 mil dólares, sendo que cada dólar vale por quase 7 Bolivianos, no meio de muito lixo e pessoas jogadas na rua.

Agora estou aqui no hotel, são quase 9 da noite e Saul ficou de passar as 10 hs para a gente ir em uma casa noturna aqui em Potosí.

Pretendo voltar cedo, porque amanhã pretendo esticar até La Paz, umas 8 horas de viagem.

Um grande abraço a todos.

 

 

Ao fundo é possível ver a Velhoster na garagem do hotel

Nesta foto também da para ver o meu quarto de número 16 no segundo piso. Subir as escadas até chegar lá é uma tarefa muuuuito difícil.

 

Uma foto assustadora, para quem ta dependendo desse carro para voltar para casa kkkkkk.

 

Fotos do dono da oficina quando fora campeão nas corridas de Brasílias kkkk ele é o da esquerda.

 

A bucha da caixa do motor que se rompeu... achei melhor trocar já que ainda tem muitos kilometros pela frente e ela quebrada poderia danificar outras peças.

 

Tirando uma onda com a moto do Sergio no meu dia de principe kkkkkk mas na verdade a realidade é outra meu irmão! kkkkkk

 

Praça central de Potosí e ao fundo a Catedral da cidade.

 

Feira que acontece todos os finais de semana em Potosí. Muito parecida com a feira do Carmo.

 

Zucaritas ! kkkkkkkk
 

Região dos Arcos, no centro de Potosí.

 

 

 

Nono dia - 27/07/2012 - Uyuni a Potosí

 Meu objetivo hoje era levar a Velhoster conhecer o Salar de Uyuni.

 Acordei cedo, fui ao Hostel Piedra Branca tomar café da manhã e logo ir buscar a velhoster na garagem onde eu havia a deixado.

 Depois da Velhoster ter ficado 2 dias sem ligar e ao relento a baixo de -10 graus ela até que ligou fácil, na segunda tentativa. Estava muito frio hoje cedo, a água do sistema de limpador de parabrisa do carro estava congelado.

 Voltei ao hotel para pegar as minhas coisas e ir ao Salar. Mas na hora de sair do hotel, um surpresa desagradável, a gerente do hotel disse que eu ainda precisava pagar as duas diárias do hotel. Foi pura sacanagem em cima de mim, porque na Bolívia não se entrega a chaves do apartamento se você já não tiver pago.E eu já tinha pago adiantado. Mas eu fui burro, por não ter exigido minha nota fiscal.

E começou uma leve confusão na recepção..... no final tive que pagar mais uma diária, para não piorar as coisas.

Peguei minhas coisas puto, e fui ao em direção ao Salar, pista horrível de terra, como de costume, 2 horas "de costelas de vaca" (ondulações formadas na estrada de terra, por trafego de veículos, que fazem o carro se trepidar inteiro) com muitas pedras.

Fui até o museu de sal com a velhoster e bati várias fotos. Voltei a Uyuni para abastecer e reapertar o bagageiro, porque a estradinha até o Salar judiou bem do carro outra vez! O posto de gasolina com uma fila de carros enorme.

Voltei a Potosí, tive que mudar a minha rota planejada pois a que eu tinha planejado a estrada esta muito pior, e voltando para Potosí e indo a La Paz a estrada já esta toda pavimentada.

Na volta a Potosí reparei uma trepidação diferente no carro nas subidas. Chegando a Potosí, depois de arrumar um hotel bom, barato com garagem e nota fiscal, rs... liguei para o meu amigo da Brasília, Saul que me levou até o mecanico especializado em Brasilias para verificar como andavam as coisas por de baixo do carro. E foi cosntatado que o Taco da caixa do motor havia se rompido por causa das trepidações.

Fui com Saul no centro da cidade para comprar a peça que havia se rompido, e marcamos as 8 horas de amanhã para levar o carro ao mecânico para trocar a tal peça. Por isso resolvi ficar mais um dia por aqui e assim aproveitar para descançar e atualizar o Blog, já que nos lugares que eu estava, a internet é coisa rara.

Comemos em um restaurante perto do hotel, o famoso Pollo (frango ).

E voltando para o hotel me despedi de Saul, entrando vi uma moto BMW 1200 de Florianópolis pararada no estacionamento. kkkkk

Fui a recepção do hotel me informar em qual apartamento estava o pessoal da moto. Bati na porta do apartamento e dei de cara com Sergio e Eliane, casal muito simpático que contou varias histórias que aconteceram ao longo do trajeto, até um tombo de moto que Sergio levou a 120 KM/H....  Estão fazendo um roteiro parecido, mas com mais paradas.

 Trocamos algumas dicas das estatrada e também dicas do que falar para os policiais corruptos..... kkkkkkk ele teve uma idéia muito boa, que esta funcionando, nos comandos da polícia, ele desce dizendo que esta indo na casa da irmã dele que mora em Samaipata, que se casou com um polícial um tal de Fernando La Roca kkkkk disse que os policiais ficam quietos e mandam ir embora.

Agora estou indo dormir que estou muito cansado.

 

 

Garagem onde deixei a Velhoster por dois dias ao relento.

 

No salar com a Velhoster!

 

34 anos de uso, mas ela esta ai rodando no Salar de Uyuni kkkk

 

Posto de gasolina em Uyuni, sempre com filas... o que fez me atrasar em uma hora e meia para sair em direção a Potosí.

 

Trechos da estrada, Uyuni a Potosí

 

Moto de Sergio e Eliane, que também estão rodando a América do Sul. 

 

Eliane e Sergio, mostrando a bota que ficou destruída com um dos tombos que tomou na viagem.

 

Conversamos bastane e depois voltei para meu quarto para dormir e terminar o Blog.

Tenho que levantar cedo amanhã para arrumar as coisas do carro.

Oitavo dia - 26/07/2012 - Tour pelo Salar

 

Acordei no Hotel La Cabana muito estranho, o efeito da altitude em mim deu uma leve piorada, e eu dormi muito mal.

Parecia estar com febre.... cansaço absurdo. Mas tinha que levantar, pois precisava comprar meu tour ao Salar de Uyuni.

Passei uma agua na cara, me arrumei e fui ate a agência onde vende os pacotes para o Salar que fica a uma quadra do hotel. Acabei negociando bem e o pacote de um dia inteiro que saiu por 130 na Paula Tours, ao inves de 200 bolivianos.

Com o tour comprado fui tomar café no Hostel Piedra Branca que fica a mais uma quadra , estava lotado de gringos. Pedi um café americano, com ovos, manteiga, geleia, pães e pankekas.

Como em todo albergue, um dos objetivos e conhecer gente nova, Miguel um rapaz da cidade de Pamplona na Espanha que também estava viajando sozinho e pediu se podia sentar na minha mesa e eu disse que sim.

Conversamos sobre nossas viagens... e logo entraram mais dois brasileiros de Limeira no retaurante do albergue, Giovani e Kaue, que estavam se preparando para fazer o tour de 3 dias pelo Salar. Corajosos, porque no tour de 3 dias, você dorme em cabanas no meio do salar sem aquecimento.

Após o caf'e, fui com Miguel até estação de onibus, faltava muito tempo para o Tour começar e ele precisava comprar a passagem de volta para Salta na Argentina, tinha que encontrar com um amigo que tinha ficado por lá e depois os dois iam descer juntos até Buenos Aires.

O tour atrasado, saiu em direção ao cemitério de trens que eu já havia ido com a Velhoster no dia anterior.

Tirei varias fotos e depois seguimos ao salar... o pessoal do Tour muito gente boa, inclusive o motorista. Tinha um argentino figurassa, muito agitado na vam. Já havia encontrado com ele e a namorada no hotel em Potosi... e por coincidência encontrei com ele de novo no Tour, e que também estava no mesmo hotel que o meu em Uyuni.

Depois de 40 minutos dirigindo em alta velocidade nas estradas de terra, chegamos ao Salar..... inacreditável.... um lago que se salinificou há 10 mil anos atrás, que tem 20 metros de espessura de sal, e abaixo água com terra, que chega ao total a uma profundidade de 200 metros.

O maior deserto de sal do mundo e de se perder de vista.... a claridade e tanta que você deve usar oculos escuros e protetor solar.

Andando em alta velocidade pelo salar chegamos a um museu no meio do salar.

O Argentino tirou uma bola da mochila, e depois de alguns minutos o salar tinha virado um campo de futebol, cheio de gringos querendo mostrar suas habilidades com a bola... por um momento achei que ia enfartar... corri atrás da bola para chutar,  depois tive que sentar no chão de tao cansado que fiquei...

Seguimos depois de 15 min a ilha de Incahuasi no meio do salar, 30 minutos andando em alta velocidade pelo salar.

Fizemos um piquenique onde o motorista preparou uma carne de Llama com arroz e vegetais. Em seguida o pessoal do tour comprou ingresso para entrar na ilha e subir até um pico para ver o Salar do alto, mas desta vez eu fiquei fora dessa... não estava muito bem por causa da altitude e achei melhor ver o salar da onde eu estava mesmo.

Depois a namorada do Argentino, uma Brasileira que traiu a nação kkkkkkk, me ofereceu folhas de coca para mascar, as folhas de coca são normais por aqui e elas ajudam a dar força e a recuperação do mal de altitude, na verdade não se masca, apenas fica enpurrando ela com a língua no canto da boca e eu acabei aceitando.

Muito bom, o gosto não é ruim, mas esqueceram de me avisar que não podia engolir. Depois de um tempo, que já havia engolido uma boa parte das folhas, porque elas já estavam se esfarelando na boca, perguntei ao motorista que era Boliviano o Gari que tem 21 anos a respeito de engolir as tais folhas de coca e ele disse que não podia kkkkkkk foda.... disse a ele: - tarde de mais meu amigo.... o pessoal começou a dar risada e disseram que ia ter dor de barriga, pois as folhas servem como laxante também.... haaaa mas não deu outra... foi ele falar isso, começou um anão a gritar dentro da minha barriga.

Ainda bem que estava na volta, nunca rezei tantas Aves Marias e Pai Nossos para chegar logo no hotel.

Não queria ter que fazer o numero 2 em pleno salar!

Mas deu tudo certo, cheguei do Tour e fui para o hotel. Passei meu “fax” tomei banho e sai para comer. Fui novamente no La Loco comer um file de Pollo (frango) com creme branco e champgnon.

Voltei ao hotel e estou indo dormir, pois amanha o dia vai ser longo novamente.

 

 

 Turma do tour ao  Salar.... 2 polacas, casal de bolivianos, um argentino com o dedo no nariz bem maluco, a brasileira que traiu a nação com o óculos na boca e o Motorista Gari, muito gente boa.

 

Cemitério de trens em Uyuni.

 

Salar de Uyuni, simplesmente fantástico!

 

Ilusão de ótica são muito fáceis de serem feitas no Salar.

 

Ilha Incahuasi com seus gigantescos cactos no meio do salar.

 

Folhas de coca para me ajudar na recuperação do efeito de altitude.

Com uma folha você fica bom, com duas muito bom, com três, você é o cara, com quatro você vira o Kid Bengala! kkkkkkkk brincadeira, não tem nenhum efeito alucinógino as folhas.

 

 No Salar, tudo e feito de sal. Acima é uma mesa de sal para o piquenique na ilha de Incahuasi.

 

Sétimo dia - 25/07/2012 - Potosí até Uyuni

 

Hoje acordei cedo pois Saul Gutierrez kkk ficou de passar 7:30 AM no hotel para me dar uma carona até a garage da namorada dele onde eu havia deixado o carro.

Levantei da cama com o “Soroche”, o famoso mal de altitude, mas bem leve, dor de cabeça, cansaço e vertigem... Potosi é a cidade mais alta do mundo que esta a mais de 4000 metros de altitude e isso fez eu sentir um pouco.

Arrumei minhas coisas e fui para a recepção a espera de Saul, nisso encontrei com Zé, um brasileiro da cidade de Santos que estava voltando Uyuni... conversamos um pouco e logo Saul chegou com a sua Brasília kkkkk

Peguei o carro na garage da namorada dele e ele me ofereceu um café da manhã. Dentro da Brasuca é claro... com mateiga, pão e café.

Depois fui seguindo a Brasíla dele, até um posto de gasolina, mas que havia um guarda parado bem na bomba de gasolina, ou seja, teria que pagar 3 vezes mais para abastecer, dai deixei quieto e fui seguindo ele até a saída da cidade em direção a Uyuni.

Agradeci Saul, por tudo e segui rumo a Uyuni, a estrada muito boa, mas muito sinuosa e com muitas subidas... alguns trechos o GPS marcou 4400 metros de altitude.

A paisagem foi mudando e deu lugares a dunas, cactos, montanhas com picos nevados e animais típicos da região. tive que tomar muito cuidado na estrada, pois estava cheia de Llamas.

Depois de 4 horas de viagem cheguei a Uyuni, cidade pequena e muito suja... porem tem uma paisagem muito bonita, por causa da pobreza da cidade, e a falta de um planejamento turistico voltado a sustentabilidade, muito lixo esta jogado ao chao, com muita areia.

Umidade do ar e muito baixa, menos de 20%, e com toda a poeira que esta ao ar, faz arder as narinas na hora de respirar, minhas narinas estão cheias de sangue.

Fui entrando na cidade com o carro, e parei o carro ao centro de Uyuni, para caminhar e sentir o lugar.

Encontrei com um casal de Alemães caminhando na rua, que me indicaram o hotel La Cabana... mais barato e com quartos privativos com banheiro... ótimo.. lá fui eu para este hotel. Paguei 60 Bolivianos. Muito barato.

Sai para almoçar, em um restaurante indicado na recepção do hotel, que ficava em uma das ruas principais de Uyuni, com vários restaurantes e bares.

Mas atendimento foi muito ruim e na comida de uma cara ao lado, tinha algumas coisas vivas. kkkk que ele chigou muito, mas que eu não entendi o que era, nessa hora eu já tinha jogado tudo para dentro.

Após o almoço sai para a cidade atrás de achar uma garagem para deixar o carro.... depois de pegunttar muito, achei um Hostel com garagem que me alugou uma vaga na garagem por dois dias. As casas aqui não possuem garagem, e difícil achar uma, mas deixar o carro na rua também e muito perigoso.

Com a comida na barriga , hotel e garagem, sai atrás de achar o deserto de sal, ainda era cedo e fui ao cemitério de trens primeiro, lá encontrei um boliviano que me indicou a onde achar o Salar... mas me indicou errado e depois de andar mundo no sentido contrário para achar o salar decidi voltar... com a gasolina quase acabando.

Na volta, entrei em um posto de gasolina.... mas como havia dado um vento muito forte pela mannhã, o abestecimento de energia eletrica na cidade estava cortada, por causa de fios que haviam se rompido com o vento.

Minha sorte é que o galão de gasolina estava quase cheio e deu meio tamque no carro.

Fiquei um pouco preocupado, pois a noite aqui em Uyuni, a temperatura pode chegar -30 na madrugada e sem energia elétrica, nada funciona, aquecedor, água, posto de gasolina entre muitas outras coisas.

Andando pelas ruras de Uyuni, encontrei um casal de bicicleta, com várias mochilas acopladas, fui atrás deles para saber qual a historia de viagem... estavam chegando de uma longa viagem de La Paz até Uyuni.

Quando era 9 da noite a energia foi restabelecida, estava em um restaurante chamado La Loco de comida típica bolíviana na cidade, que mais parecia um filme de terror, por não haver energia elétrica, o restaurante estava a luz de velas e lareira, e na entrada tinha um boneco que no escuro parecia um fantasma, levei um puta susto... kkkk

Assim que voltou a energia voltei rapido para o hotel para ligar o aquecimento, dentro do quarto já estava 13 graus.

Assisti uns programas de calouros na televisão Boliviana até esquentar um pouco o quarto, tomei banho e fui dormir.  

 

Tomando café da manhã na Brasuca do Saul....

 

Algumas cachoeiras ainda estavam congeladas na estrada.

 

 Comida no restaurante indicado na recepção do hotel. Não reparei nada vivo nela... kkkk

 

 A velhoster no cemitério de trens em Uyuni.

 

 Casal de Suiços que encontrei nas ruas de Uyuni, estavam chegando de uma longa viagem de bicicleta. La Paz a Uyuni

 

Chá de coca. Ajuda na recuperação no efeito de altitude.

Tem, muita gente me pedindo, fiquem calmos, que eu vou levar um chazinho de coca para vocês.

 

Sexto dia - 24/07/2012 / Saída de Sucre até Potosí (cidade mais alta do mundo)

 

Acordei em sucre no Hotel Parador Santa Maria La Real, onde fiquei muito bem hospedado.

Tomei um belo café da manha e fui atras da loja indicada pelo dono de um  fusca, que encontrei na rua, para a compra do cabo de embreagem da Brasília.

Depois de andar bastante e cada um me informar em lugares diferentes a localizacao da loja, acabei achando. Comprei logo 2 cabos... por 50 bolivianos aproximadamente 15 reais os dois.

Lá, fui indicado a ir a um mecanico em Sucre especializado em Petas, Kombis, Brasilias para troca do oleo e tambem para verificar porque o cabo tinha se rompido, já que era novo.

Sai da loja e voltei ao hotel para pegar minhas coisas, tomar mais um café da manha e pegar o carro na garagem para ir ao mecanico e seguir viagem a Potosí.

Chegando ao mecanico, fui muito bem atendido, onde trocaram o óleo da Brasília e também deram uma verficada nos cabos... mas o mecanico acabou colocando oleo no cabo... e eu acho que isso não poderia ser feito. Disse que ia melhorar um pouco, mas que esse era um dos problema desses carros, que em uma parte do conduite onde vai o cabo há uma certa fricção onde faz com que o cabo se rompe depois de um tempo.

Os últimos 2500 Km foi de fazer qualquer carro chorar, as condições da pistas foram terríveis.

Saindo do mecanico cai na estrada em direcao a Potosi, agora com óleo novinho.... ainda bem, porque apesar da estrada ser asfaltada a subida foi incriível... segunda marcha e pé em baixo para deixar a rotacao bem alta.

A subida foi de 2600 metros para 4050 metros...

O galão de gasolina cheio,  que ando desde que entrei na Bolivia, quase estourou dentro do carro.... como eu sai com galao cheio de Sucre... e subi ate Potosí... a pressão dentro do galão era muito maior do que a fora e ele se deformou inteiro.... fui perceber quando o cheiro de gasolina dentro carro estava insuportavel....

Chegando em Potosi, parei em frente a um portal da cidade para pedir informação. Percebi que o pessoal ficou eufórico de ver a Brasília... mas segui em frente, e fui entrando na cidade ate parar quase ao centro. Sai do carro e fui caminhar para ver onde ficava o hotel e sentir a cidade.

Quando voltei para o carro, fui abordado por um Boliviano que veio me seguindo desde a entrada da cidade. Saul Gutierrez kkkkkk essa figura veio conversando comigo perguntando da Brasília, e se podia tirar umas fotos dela.

 Perguntou de onde eu estava vindo com ela, disse que vinha de Araraquara, SP Brasil... e ele ficou pasmo.

 Ele disse, que tinha uma Brasília idéntica.... e se eu podia levar ele dar uma volta na Velhoster kkkk com isso ele me ajudou a achar o hotel, fomos ate o hotel, ele foi tirando mais fotos e depois perguntou se eu podia levar ele até a garagem onde estava a Brasília dele para eu ver o carro.

Beleza pensei comigo, o cara parece ser gente boa, dai ele pediu se ele podia ir dirigindo kkkkk ahhhhh meu irmão, essa hora deu aperto no coração, é como emprestar a namorada.

Mas tudo bem, deixei ele ir dirigindo, que acabou sendo uma boa, o trânsito em Potosí e muito complicado com ruas muito ingrimes e ele já estava acostumado e foi passando em frente aos pontos turísticos da cidade me explicando o que era cada um e eu fui tirando fotos.

Chegando a garagem onde estava o carro, descobri que era a garagem da namorada dele, e que ao tirar o carro da garagem constatei que realmealmete era uma Brasília identica a minha kkkkkkkk

Na verdade o que ele gostou mesmo, foi do escape de puma que eu tenho no carro, já tinha percebido isso em Sucre também na oficina, quando o mecânico veio me perguntar se o motor era mexido e que escape era esse que eu tinha no carro.

Saul também me fez levar o carro no centro da cidade, na loja de auto peças que os pais dele tem, para mostrar o carro e depois disso fez eu ir ao mecânico dele que só mexe com Brasilias... Na frente da oficina tinham umas 6 Brasilias kkkk.

Depois expliquei para ele que precisava achar uma garagem para deixar o carro e ele me cedeu uma vaga na garagem da namorada, beleza..... mas tive que desmontar a bike, porque a garagem era muito baixa.

Nisso já estavamos bem amigos, Saul é Potosino (pessoas que nascem em Potosí) e ele me levou conhecer a cidade a pé. Fomos ao mercado central da cidade comer Pastelitos com um suco bem quente de milho, comida típica da cidade.

Tirei foto de todos os pontos turísticos no centro da cidade, comprei algumas coisas típicas da região e depois fui para o hotel. Estava exausto, ainda mais com o efeito da altitude, qualquer esforço que eu fazia, o cansaço era enorme.

 Fui para o hotel descançar e Saul, me disse que passava as 7:30 da manhã do dia seguinte para me buscar e levar ate a garagem onde havia deixado o carro. Estava com a pulga atras da orelha, mas era melhor que deixar na rua, as ruas de Potosi são muito estreitas e o carro para ficar em frente ao hotel tinha que ficar na calçada... o que dava margem para algum policial me prender o carro.

No hotel, tentei usar a internet, mas a conexão era péssima e eu desisti, era pior que conexao discada.

Fui para o quarto tomar banho e descansar.

 Outro prato típoico da Bolívia. Ca Macho

 

Trocando o óledo do carro em Sucre. Ao lado esquerdo da foto tinha um SP2 parado... 

 

Cemitério de Sucre, um dos pontos turísticos da cidade.

 

 

 Um dos trechos entre Sucre e Potosí

 

Saul Gutierrez, amigo que fiz por termos os mesmos carros. KKK

Deixei ele dirigir até a garagem onde estava o carro dele, para me mostrar o carro.

 

 As Brasílias lado a lado..... kkkkk

 

 Os famosos pastelitos do mercado central de  Potosí com suco de milho bem quente.

Apesar dos pastéis serem grandes, dentro não tem nada, come-se somente a massa com açúcar de padaria.

 

 Ruas centrais e bem estreitas de Potosí.

 

Quinto dia - 23/07/2012 / Aiquile - Sucre

Acordei arrumei minhas coisas e já fui para o carro.

Regulei a rotação do motor para ficar mais acelerado, assim melhora a lubrificação e refrigeração do motor em baixa rotação

Voltei até o mecanico de ontem, que havia trocado o cabo da embreagem para devolver uma chave inglesa 14 que havia esquecido no carro e depois cai na estrada em direção Sucre.

A estrada foi muito ruim por umas 2 horas, teve um momento em que as rodas afundaram na areia e o peito do carro pegou em uma pedra enorme, achei que a viagem tivesse acabado por ali mesmo. Parei o carro na estrada para verificar as avarias.... mas nada aconteceu. Graças a Deus.

Depois a estrada melhorou muito, veio o asfalto..... ver o asfalto novamente me deixou muito emocionado kkkk é como uma pessoa viver sem energia elétrica e derrepente alguém ascender uma luz.

Mais 2 horas de asfalto e cheguei a Sucre.... o transito é bem maluco como o de Santa Cruz, mas um pouco melhor já que Sucre tem um pouco mais de 200 mil habitantes e Santa Cruz tem quase 2 milhões de habitantes.

Demorei um pouco para achar o Hotel Parador, pois fica bem no centro de Sucre. Mas o hotel é fantástico com sua arquitetura antiga preservada ele é muito confortável.

Andei pela cidade toda essa tarde e agora a noite, o centro de Sucre é muito bonito.

A cidade é declarada pela UNESCO patrimonio cultural da humanidade desde 1991 e esta a 2700 metros de altitude.

Almocei e jantei pratos típos deliciosos da Bolívia.

Agora estou indo dormir, amanhã o obstáculo vai ser chegar até Potosí, meu objetivo era chegar até Salar de Uyuni, mas pelo jeito que anda as estradas por aqui, não sei se vou conseguir. Fora que Potosí esta a quase 5000 metros de altitude.... a subida amanhã vai ser ainda maior.

Abraço a todos...

Trechos da estrada entre Aiquile e Sucre.

 

Subida para Sucre, já com a maravilha do Asfalto.

 

Chegada a Sucre, Plaza 25 de Mayo.

 

Prato típico da região. Andino

 

Tem várias delas por aqui. kkk

 

Mercado central de Sucre.

 

Corte Suprema de Sucre.

 

Quarto dia 22/07/2012 - Pojo - Sucre Bolívia

 

 Na manha do dia 22, acordei com o telefonema do meu pai no celular.... por incrível que pareca, meu celular TIM pegava...

Sr Ney Mello estava preocupado, porque eu disse a ele, que o dono do hotel tinha me dito que eu estava em Pojo, como ele apenas me disse e não tinha escrito o nome da cidade, eu achei que era Porro e passei esse nome para o meu pai, que na verdade era Pojo.... e as duas cidades existem. Só que Porro esta muito lonje da rota. Por isso ele me ligou para dizer que eu estava muito longe da onde eu queria estar..... mas depois o mal entendido foi resolvido, passando o nome correto da cidade com as coordenadas do GPS.

Assim que estava de partida, reparei que o fluído de freio do reservatório tinha sumido kkk fui em uma lojinha na beira de estrada e comprei meio litro para colocar, que ao colocar, vi escorrer por de baixo do carro.... rs fueeuuu

Pois bem... fui ao hotel de novo e chamei o senhor que tinha sido muito simpático comigo, que me indicou um mecanico de tratores em uma rua que passava por de traz do hotel.

Ao chegar la, tinham duas senhoras conversando... perguntei a elas por um mecanico. Uma delas me disse, que se desse uma carona para ela até o centro de Pojo, me levaria ao seu amigo, Mario, que é um mecanico muito competente da cidade. Disse a ela que daria sem problemas..

Acontece que do hotel onde estava, até o centro da cidade de Pojo era uma descida de serra muito ingrime.

Depois que o carro já estava descendo pela rua super ingrime com curvas fechadíssimas até o centro de Pojo, disse a essa senhora que estava com problemas nos freios kkkkkkk A Senhora fazendo o sinal da cruz me perguntou se eu estava brincando com ela, querendo assusta-la...kkkkk

Chegando ao centro da cidade, a senhora me levou até a porta do Mecanico Mario. Contei para ele o que estava acontecendo e ele me disse que precisava socorrer uma pessoa na estrada e que voltava dentro de 1 hora para arrumar a Velhoster.

Nesse meio tempo, fui andar pela cidade bem simples de Pojo, quando estava em frente a igreja da cidade, percebi que a missa ia comecar. Pensei comigo, vou lá assistir a missa.

Quando eu entrei na ingreja, a missa quase parou... todo mundo virou para traz para me olhar.... parecia um disco voador chegando na terra. O padre não sabia se parava logo a missa e me perguntava alguma coisa ou se continuava.

As criancas da missa, vinham ate perto de mim para ver o meu tamanho e dar risada, as pessoas da cidade tinham uma altura maxima de 1,70.... e eu com mais de 1,90 era uma anomalia.

Quando estava ajoelhado na comunhão, percebi que uma das criancas estava na mesma posicao que a minha, ao meu lado, para que as outras criancas comparasem o meu tamanho com o dela kkkk

Depois da missa voltei para o carro para ir tentando descobrir o que estava acontecendo com o freio.

A mangueira de freio que vai do reservatório até o burrinho mestre, tinha estourado na conexão entre a mangueira e o burrinho devido aos buracos da pista.

Fui adiantando o servico enquando Mario não vinha, levantei o carro no macaco e tirei uma das rodas da frente. Depois Mario chegou, que adaptou um pedaco de mangueira e completou o reservatório de fluído. Ficou muito bom.

Me cobrou 60 bolivianos, menos de 20 reais....

Perguntei a ele se já tinha visto a Brasília antes... ele me disse que era mecanico de Fusca, Kombi e Brasilias em Cochabamba.... rs kkkkkkkk

Quando o servico ficou pronto, já eram 11 da manha, subi ao hotel de novo para almocar e pegar a terrível estrada.

Rodei mais uns 180 Km, com muitos buracos, pedras, areiao, subidas ingrimes..... e quando faltava 5 kms para a cidade de Aiquile o cabo de embreagem estourou em um pedágio, sim, em uma estrada de terra …. rs Pois é... estrada péssima de terra, mas tem pedágio.

Pedi para dois bolivianos em uma camionete que estava parada atrás de mim no pedágio se podia me rebocar até Aiquile, onde tinham mecanicos. Disseram que sim, e eu usei o meu cambao...

Beleza... fui rebocado. Chegando na cidade de Aiquile, me largaram bem no meio da rua kkk lá estava eu, todo mundo olhando e eu de baixo do carro tirando o cambão da barra de direção.

Bem na frente de onde tinham me deixado, já tinha um mecanico, que já foi mexendo na Brasília e em duas horas já estava com cabo novo que tinha levado extra para reposição.

Mas já era tarde para seguir em frente, por isso procurei um hotel na cidade, e o melhor hotel que tinha se chamava Alojamento Sur que me custou 25 bolivianos um quarto.

O hotel tinha uma area coberta onde estava tendo uma festa de casamento, foi interessante, escutar as musicas da festa e ver o povo dançar.

Tomei um banho em um banheiro compartilhado com o hotel todo inclusive para as pessoas da festa. Já fazia 1 dia sem tomar banho e depois de ter deitado no chão de terra para colocar cambão estava em estado de pura sujeira.

Depois sai para a cidade atras de alguma coisa para comer. Parei em um restaurante indicado por um morador da cidade e comi um Pollo... galinha prato tipico Boliviano.

Voltei para o hotel e fui dormir.

Casal simpático que me ofereceu Janta, Almoço e Hospedagem. Hotel San Miguel.

 

Mecanico Mario, muito simpático que fez a adaptação no sistema de freio.

 

Subida muito ingrime, de terra com pedras.

 

Trechos da estrada

 

Troca do cabo de embreagem em Aiquile. Pessoal muito gente boa também.

 

Hotel Alojamento Sur em Aiquile, em baixo uma festa de casamento e em cima do lado direito, meu quarto.

 

Catedral San Pedro em Aiquile.

 

 

Terceiro dia 21/07/2012 - Santa Cruz De La Sierra - Sucre ( Capital da Republica da Bolívia)

Fa

Em frente ao Camino Real Hotel, já com o bagageiro e o conector do sensor de pressão do óleo arrumados.

 

Ida para Sucre, subida da serra na terra.

 

Hotel San Miguel, simples, mas muito simpático. Fui muito bem recebido, conheci pessoas fantásticas por aqui.

 

Meu quarto no hotel San Miguel

 

Para chegar ao meu quarto no Hotel San Miguel... tinha que subir a escada sem corrimão, pular o cachorro e andar rente a parede por essas tábuas... kkkk Olimpíadas do Fastão! kkk Imagina se desse uma caganeira a noite....

 

A privada do Hotel San Miguel

 

Olá pessoal... galera ficou preocupada por eu não ter dado noticia por 2 dias..... mas aconteceram várias coisas que me impossibilitaram de acessar a internet.

 Vamos lá..... acordei cedo no Hotel Camino Real e aproveitei para tomar um ótimo café da manhã, pois sabia que o dia ia ser longo.

Com calma fui arrumar o bagageiro do carro, desmontei tudo, peça por peça e montei de novo, agora com a bike mais ao centro do bagageiro e com as amarraçoes mais atras, isso fez com que a carga ficasse mais distribuida no bagageiro. 

Depois, aproveitei para trocar a conexao do sensor de pressao do oleo, com os buracos da pista, a mangueira de combustivel ficou batendo no fio do sensor e que acabou cortando no encaixe.

Isso me deu um baita susto na pista, chegando a Santa Cruz de La Sierra `a noite, a luz do 'oleo comecou a ascender com o carro andando.... pensei comigo.. pronto deu merda....rs parei o carro no acostamento e fui verificar o oleo.... estava tudo normal inclusive cheiro e a viscosidade do oleo. Continuei a viagem e a luz se apagou.... no teste das luzes do painel ela nao estava ascendendo... logo imaginei que poderia ser isso mesmo... sensor da luz do oleo. Dito e feito... quando fui verificar pela manha no hotel ele estava cortado.... muito simples, pedi ao taxi que comprasse para mim o conector... 5 reais tudo.

Bom quando estava de saida para Sucre, fui pedir informacao aos taxistas do hotel qual a melhor pista a tomar para Sucre... eles me disseram que era a que eu tinha planejado, estava certo. Mas me disseram 18 horas de viagem......rs Eu disse Como ????? 18 HORAS ??? Com o pode isso ? 470 KM....

Beleza... peguei minhas coisas bem rápido e fui para a estrada, mas antes fui abastecer o carro e os galões de combustível como precaução.

Quando cheguei no Posto de Gasolina, a frentista me disse que para carros estrangeiros deveriam pagar 3 vezes mais. O pior que isso é verdade.... inventaram uma lei por aqui, que os carros estrangeiros devem pagar o preço do país de origem... mas chorei para a frentista, dizendo que estava sem dinheiro... ela me disse entao que deveria parar o carro longe do posto e trazer os galões, que encheria pelo preço normal. Lá fui eu com os dois galões....

Entrei na estrada umas 11:30 da manhã em direção a Sucre.... estrada complicada... o começo da estrada parece um zoológico.... você consegue ver na pista em pouco tempo uma cadeia alimentar completa..... gato, cachorro, galinha, pato, vaca, porco, carneiro, cavalo....... entre outros. Fora isso, a cada 500 metros uma lombada. O acostamento da pista sempre com criancas e pessoas.

Depois de 1 hora na pista fui parado em um comando da polícia. Mostrei toda a minha documenttação, que estava perfeita... um policial mais novo me fez entrar em uma salinha para conversar.... começou a escrever a mão “uma carta que autorizava a dirigir até Sucre”... na verdade eu já tinha essa autorização... mas ele disse, que para aquele distrito eu não tinha....rs e me pediu 50 Bolivianos de propina para ter a tal carta....

Como eu já previa esse tipo de coisa, tinha montado uma carteira falsa, com cartoes vencidos do sesc, droga raia e com 40 bolivianos ….kkkkk

Disse a ele que estava sem dinheiro e tirei a carteira para fora. Me perguntou quanto eu tinha e pediu que eu mostrasse a carteira kkkkk tirei o dinheiro para fora e disse:... - Olha ai... não tenho nada e ainda tenho que pagar hotel!!! Ele indignado... - Mas como você viaja com tão pouco dinheiro ??? Disse que estava fazendo um documentario e que estava sendo financiado pelo jornal, e que todo gasto eu deveria prestar contas com notas fiscais.

Ele descepicionado ficou olhando para a minha cara. Dai eu disse.. tenho 20 bolivianos...é o máximo que posso pagar. kkk

Me mandou ir embora e disse que ia ficar de olho em mim.... kkkkkk Pensei: TOMOU PAPUDO !!!!! kkkkkkk

De volta na estrada... a coisa foi piorando, a estrada ficou de terra com muitas pedras e buracos, onde não dava para passar dos 30 KM/H.... muchei os pneus do carro para uns 20 psi, para melhorar a trepidacao .

Depois de algumas horas, já não sabia mais se estava no caminho correto, o fato de andar muito lento por muito tempo, você perde a nocao de distancia... e as pessoas que eu perguntava na estrada não sabiam me dar com precisao se estava ou não no caminho correto.

Cansado, desisti, parei em um vilarejo na beira da estrada, e fui pedir informacoes em um hotel caindo aos pedacos que ficava por ali. Uma mulher muito simpática, percebeu que eu estava preocupado e me fez sentar ao lado dela para conversar. Me disse que deveria ficar por ali mesmo, pois estava muito longe e a pista ia pirorar ainda mais.

Andei por 9 horas praticamente para percorrer + ou - 180 Km!

E foi isso que fiz, jantei por ali mesmo, um prato chamado Segundo (arroz, carne de porco e batata)... O marido desta mulher, um senhor muito simpático me arrumou um quarto para dormir por 25 pesos... 8 reais. A vantagem é que, quando parei e fui pegar minhas coisas no carro, achei minha carteira de motorista entre os bancos, surgiu como do nada, eu já tinha feito uma procura por ela no carro e em tudo. O bom que ela voltou para mim outra vez. kkk

Mas acabei ficando sem tomar banho.... pois o banho meu amigo, era complicado, o pessoal toma banho de caneca ao relento.... sai fora... kkkk


 

Segundo Dia.... 20/07/2012 / Puerto Quijarro - santa Cruz de La Sierra Bolívia .

Depois do 50 KM de terra.... voltando para o asfalto novamente... ufaaaa

Agora mais 200 Km até Santa Cruz de La Sierra.

 

Me disfarçando de Boliviano kkkk

 

Caminhão atolado no areião.... a Brasília subiu fácil sem nenhuma dificuldade. Logo depois um carro que estava ao meu lado direito acabou atolando também.

 

Parte boa da pista. Pista de concreto sem nenhum buraco mas com muitos animais.... Vaca, Cavalo, Burro, Porco, Ovelha, Carneiro, Coelho, Cachorro..... rs esses são o que eu lembro de ter visto. 

 

 

 O dia foi tenso...kkkk

 Acordei, tirei algumas fotos do Hotel EL Pantanal, tomei um ótimo café da manhã e cai na estrada.

 Ao sair do hotel reparei que o bagageiro do carro estava fazendo barulho novamente... tive que parar na saída do hotel para dar mais uma apertada.

 Entrando na estrada, o primeiro posto de gasolina que encontrei, logo depois que sai do hotel, estava com uma fila enorme para abastecer o carro.... deve ter havido algum protesto político, como de costume por aqui, no qual os postos de gasolina estavam fechados... por isso, hoje quando abriu todo mundo resolveu abastecer o carro.

Para não pegar fila, retorrnei ate Corumba para encher o tanque e carregar os galões de gasolina, pois tinha que percorrer 700 km, sem ter que abastecer se for o caso.

Beleza... depois de tudo isso acabei pegando a estrada em direção a Santa Cruz de La Sierra muito tarde. 

Estrada vicinal de concreto mais bem feita que já vi, excelente... mas não esta completa....rs no trecho de terra 50KM... não dava para passar dos 30KM/H Buracos enormes, areião e lama..... a Brasília foi simplesmente fantástica.... teve um trecho que tinha uma subida bem ingrime com areião... um caminhão e um carro atolados.... passei por eles como se estivesse desfilando.... kkkkkk

O que deu problema foi o bagageiro... logo no primeiros metros o bagaeiro se soltou... puts... tive que parar no trecho mais perigoso para colocar tudo em ordem novamente..... e isso se repetiu por 3 ou 4 vezes... os buracos eram enormes, o negocio foi reduzir muito a velocidade para conseguir chegar até aqui em Santa Cruz.... amanhã cedo vou desmontar tudo e montar de novo de um jeito diferente que eu acho que vai mehorar. Demorei 2 horas para percorrer 50KM

Depois de tudo isso, acabei chegando tarde em Santa Cruz de La Sierra.... eram 8 horas da noite quando cheguei na cidade mais desoganizada que eu ja vi até hoje kkkk Parece São Paulo depois da bomba atômica.... nenhuma rua tem placa com nome.... há poucos cruzamentos com semáforos... é a lei do mais abusado... tem que jogar o carro em cima da galera e buzinar.... o transito é uma loucura.

Não sei como eu conseguir chegar tão fácil no hotel, estou me perguntando até agora....rs

Fui parado em pelo menos 5 comandos policiais... mas graças a Deus todos foram muito simpáticos... ficaram felizes de ver a Brasília e deram risada.... apenas na entrada de Santa Cruz, fui obrigado a pagar 20 pesos Bolivianos a um guarda.... 7 reais.... paguei e nem falei nada.....

Bom vou indo nessa.

Preciso dormir para seguir viagem amanhã até Sucre.... começa a subida dos andes... 2500 metros de altitude mas antes tenho que dar uma revisada na "Velhoster".

 

 

Primeiro dia

Cruzando o Pantanal

 

Parada em Matão para apertar o bagageiro que se soltou depois de uma rampada em uma lombada.

 

No primeiro dia de viagem, já da para escrever um livro! 1300 Km Direto ! Araraquara SP - Puerto Guijarro Bolivia
 
Tópicos: 
 
1 - Rampei uma lombada em Matão cortando o pedágio, no qual acabou entortando o bagageiro com o peso da bike e eu fui obrigado a parar o carro na pista para reapertar todos os parafusos do bagageiro.
2 - Um casal simpático me abordou na rua em Matão para tirar fotos, pois tinham visto a reportagem na EPTV, e com isso acabamos parando no acostamento para conversar e tirar algumas fotos.
3 - 600 KM de Araraquara 3 AM, na cidade de Tres lagoas, reparei uma espuma branca no óleo do carro.... no qual me deixou muuito preocupado... me sujei inteiro de óleo para tentar advinhar o que estava acontecendo... mas graças a internet no celular, descobri que por estar muito frio na madrugada e úmido, o alcool e agua que contem na gasolina, condensaram formando a tal espuma branca..... que alívio....nada muito sério.
4- dormi em um posto de gasolina por 1 hora para dar uma energia
5- atropelei um urubu safado..... 
6- na imigracao boliviana, os bolivianos que estavam na fila ficavam fazendo piadinha com a minha cara.
7- perdi a minha carteira de habilitação.... fui descobrir que estava sem ela, na hora de apresentar a documentação para a imigração boliviana.... puts essa foi de chorar.... devo ter derrubado em alguma das milhares paradas no trajeto... mas como estou com a PID Permisão Internacional Para Dirigir e copia da carteira... acredito que eu nao vou ter problemas.
8 - Policial Boliviano me cobrou 20 reais de propina para me dar um autorização para trafegar na Bolívia.... documento que era gratuito.
 
 
9 - Depois de tudo isso, o bom que eu fiquei no EL Pantanal Eco Resort..... excelente hotel, onde eu pude tomar uma ducha quente .... e descancar muito bem.
 
 
Fiquei muito chateado com a perda do meu documento.... mas bola pra frente.... depois eu tiro outro.
Vou dormir, porque amanha serao 700 km em territorio Boliviano.... fiquei impressionado com Puerto Quijarro que e a cidade onde estou hoje... cidade suja, pobre e completamente desorganizada.

Foi dada a largada!

Finalmente a jornada começa! Rumo ao pacífico Ney Jr e sua brasuca saem de Araraquara com destino aos Andes. Em breve mais detalhes da primeira etapa. Abraço a todos.

Conrado


Confira abaixo a reportagem feita pelo programa Fala Cidade com mais detalhes da viagem.

 

 

Araraquara - SP 18/06/2012

 Hoje é dia 18/06, meia noite e dezoito, estou terminando de montar esse blog.

 Levanto amanhã as 7 da manhã..... tenho que levar o "Velhoster" no zezinho Toloi, para acertar os últimos detalhes da regulagem.

Quase tudo pronto para o inicio da jornada.

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